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Vai viajar? Confira os trechos mais perigosos e saiba dicas de segurança

Vai viajar? Confira os trechos mais perigosos e saiba dicas de segurança

O calendário de 2026 reserva uma série de oportunidades para viagens rodoviárias em feriados prolongados em dias úteis estratégicos. Embora o período seja propício para o turismo, o aumento do tráfego nas rodovias federais exige cautela redobrada dos condutores. O planejamento antecipado, que inclui desde a verificação mecânica até o estudo do trajeto, é o principal recurso para reduzir os índices de sinistros em um ano de alta movimentação.

Os dados de 2025 revelam um cenário de alerta: foram registrados mais de 72 mil acidentes nas rodovias federais, resultando em uma média diária de 17 óbitos. Os números são da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e revelam ainda uma realidade complexa: a direção defensiva do motorista poderia ter evitado a maioria dessas ocorrências, especialmente as colisões, que representam 61,8% dos casos.

Identificar os pontos críticos é uma etapa vital do planejamento para uma viagem. O Guia CNT de Segurança nas Rodovias Brasileiras 2026 apresenta um diagnóstico detalhado sobre a malha viária nacional. Abaixo, destacam-se os dez trechos de 10 quilômetros que registraram a maior densidade de acidentes no último ano:

Ranking dos trechos com mais acidentes (10 km):

  1. BR-101/SC (Km 200-210) – 575 acidentes;

  2. BR-116/SP (Km 220-230) – 392 acidentes;

  3. BR-101/SC (Km 210-220) – 341 acidentes;

  4. BR-116/SP (Km 210-220) – 307 acidentes;

  5. BR-116/RJ (Km 180-190) – 300 acidentes;

  6. BR-101/ES (Km 260-270) – 297 acidentes;

  7. BR-381/MG (Km 480-490) – 280 acidentes;

  8. BR-101/SC (Km 130-140) – 279 acidentes;

  9. BR-116/RJ (Km 170-180) – 273 acidentes;

  10. BR-101/SC (Km 190-200) – 261 acidentes.

Acidente entre ônibus e caminhão deixa 11 mortos em Pelotas (RS)

Acidente entre ônibus e caminhão deixa 11 mortos em Pelotas (RS) • PRF

Como evitar acidentes na estrada?

Os dados dos acidentes apontam falta da direção defensiva. Segundo o levantamento técnico, a “ausência de reação do condutor” é a causa mais recorrente de acidentes (15,8%), evidenciando que a distração ou o cansaço são fatores de risco determinantes.

“Planejar o trajeto, revisar o veículo e respeitar a sinalização não são apenas recomendações: são ações que salvam vidas. Por isso reforçamos a importância da atenção contínua à via e da direção responsável”, diz a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende. Para evitar sinistros, o motorista deve tomar medidas como essas:

  1. Check-list mecânico: antes de pegar a estrada, revise o sistema de freios, o estado de conservação dos pneus (incluindo o estepe) e o funcionamento de todas as lâmpadas.

  2. Gestão da fadiga: em feriados longos, evite dirigir por mais de quatro horas ininterruptas. O cansaço reduz os reflexos e é uma das principais causas de saídas de pista. Faça pausas a cada duas ou três horas.

  3. Cuidado com a contramão: a principal causa de mortes em acidentes é transitar na contramão, muitas vezes em ultrapassagens mal planejadas. Respeite rigorosamente a sinalização horizontal.

  4. Atenção aos vulneráveis: em trechos urbanos de rodovias, reduza a velocidade e redobre a vigilância sobre pedestres e ciclistas.

Check-list antes de pegar estrada (padrão CNT):

1. Planejamento de Rota e Informações

  • Definição de itinerário: registrar origem, destino e horários estimados de saída e chegada.

  • Consulta às vias: verificar as condições do pavimento e sinalização

  • Identificação de pontos críticos: mapear trechos com histórico de buracos, quedas de barreira ou erosões.

  • Pontos de apoio: localizar previamente Postos de Parada e Descanso (PPDs) e, no caso de veículos elétricos, pontos de recarga compatíveis com a autonomia.

2. Documentação e Condutor

  • Documentos do veículo: licenciamento e CRLV em dia.

  • CNH: verificar validade da Carteira Nacional de Habilitação.

  • Exame toxicológico: obrigatório e vigente para motoristas das categorias C, D e E.

  • Condição física: garantir que o condutor esteja descansado e em boas condições de saúde.

3. Inspeção Mecânica e Técnica

  • Pneus: calibragem correta (incluindo o estepe) e verificação dos sulcos (evitar pneus “carecas”).

  • Sistema de frenagem: teste de resposta e nível do fluido de freio.

  • Fluidos do motor: nível de óleo e sistema de arrefecimento (água e aditivo).

  • Sistema elétrico e iluminação: conferir faróis, lanternas, setas, luzes de freio e de ré.

  • Suspensão e direção: observar estabilidade e ausência de ruídos estranhos.

  • Veículos eletrificados: inspeção específica de cabos, conectores e bateria de tração.

4. Durante o Percurso (Segurança Ativa)

  • Respeito à Sinalização: seguir rigorosamente os limites de velocidade.

  • Ultrapassagens: realizar apenas em locais permitidos (faixas seccionadas) e com visibilidade total.

  • Zero Distração: manter o celular guardado; não utilizar fones de ouvido ou comer enquanto dirige.

  • Gestão de Carga: garantir que o peso esteja dentro do limite para evitar instabilidade ou tombamentos.

  • Pausas Programadas: realizar paradas a cada 2 ou 3 horas, ou imediatamente ao menor sinal de fadiga.

Confira na íntegra o Guia CNT de Segurança nas Rodovias Brasileiras 2026.

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