Israel Katz, ministro da Defesa de Israel, comemorou o cessar-fogo firmado com o Líbano, pontuando que ele pode levar a um acordo de paz duradouro.
A pausa nos combates foi mediada pelos Estados Unidos e está condicionada ao fim dos ataques do Hezbollah e à retirada dos soldados do grupo do sul do Líbano.
“Isso reflete a realidade que criamos no Líbano até agora. Uma realidade que pode, dependendo dos desdobramentos no terreno e da nossa postura intransigente em relação aos interesses de Israel, levar a um acordo de paz político com o Líbano e, sobretudo, à conquista de segurança real e duradoura para os moradores do norte pela primeira vez em 50 anos”, disse Katz em comunicado nesta quinta-feira (4).
O ministro pontuou que as Forças Armadas israelenses “neste momento, continuarão com seus disparos e operações no terreno” e manterão uma “presença contínua na zona de segurança no Líbano… sem o retorno da população”.
O anúncio conjunto do cessar-fogo na quarta-feira (3) ressaltou que Israel e Líbano concordaram em criar “zonas piloto nas quais as Forças Armadas Libanesas assumirão o controle exclusivo do território, excluindo todos os atores não estatais”, mas não estabeleceu um cronograma para essas zonas piloto.
Nem todos no governo israelense estão satisfeitos com o acordo. O ministro da Segurança Nacional, o político de extrema-direita Ben Gvir, chamou o entendimento de “grave erro”.
“Há momentos em que é preciso saber dizer ‘não’, mesmo ao presidente dos Estados Unidos – e quando falhamos em fazê-lo, encontraremos o Hezbollah da próxima vez, quando ele estará muito mais forte e perigoso”, destacou Gvir.
