COP30 convoca empresários por protagonismo na ação contra o clima extremo

A presidência da COP30 lançou nesta sexta-feira (29) sua carta à comunidade internacional, direcionada ao setor privado. No documento, a transição climática é descrita como “irreversível” e as empresas são chamadas a se tornarem “co-arquitetas” da transformação econômica em curso, assumindo compromissos concretos em Belém. A carta afirma ainda que a conferência pode se tornar o “maior mercado de soluções climáticas do mundo”, com o setor empresarial no centro da Agenda de Ação.

Em conversa com jornalistas, o presidente-designado da COP30, André Corrêa do Lago, disse que a convocação não é apenas simbólica. “A carta é um convite para que participem de maneira particularmente ativa da Agenda de Ação”, afirmou.

Na coletiva, Corrêa do Lago destacou que um dos pontos centrais será o monitoramento das iniciativas privadas. “Quando fomos fazer o levantamento de tudo que já tinha sido apresentado na Agenda de Ação antes, tinham 490 iniciativas. Isso não é possível, ninguém lembra nem de 30. Por isso, a questão do monitoramento é absolutamente central”, disse.

Segundo ele, a COP30 deve mostrar uma desvinculação formal entre negociação e implementação. “Se colocarmos isso na negociação, você vai ter uma enorme discussão sobre quem vai monitorar, como vai, quais vão ser as regras. O setor privado funciona em outra lógica, não é constrangimento, mas incentivo à ação”, explicou.

A CEO da COP30, Ana Toni, também falou sobre o papel empresarial na transição. “Já há muitas empresas pioneiras trabalhando no combate às mudanças climáticas em diversos setores. A convocação é para que participem mais, todos, para dar escala e acelerar o combate à mudança do clima do jeito que a gente precisa”, disse.

 

 

Ela acrescentou que a COP30 deve ser um momento de revisão do pacto público-privado, de forma a acelerar investimentos em descarbonização. Toni citou setores brasileiros como o financeiro, biocombustíveis e agricultura regenerativa como exemplos de protagonismo.

A presidência da COP negou que o apelo ao setor privado represente ausência de engajamento dos países nas negociações preparatórias.

Corrêa do Lago citou, na carta, o momento diplomático e a oportunidade de impactos na economia global: “Construído com base em três décadas de cooperação global, este momento sinaliza não apenas um marco diplomático, mas uma oportunidade catalítica de negócios. Com base em COPs anteriores e no crescente envolvimento do setor privado, acredito que a COP30 pode ser o maior mercado mundial de soluções climáticas transformadoras, onde as empresas – juntamente com outras partes interessadas – podem moldar a futura economia global.”

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