Sonolência, dificuldade de concentração, irritabilidade e fadiga são alguns dos efeitos de uma noite de sono mal dormida. Um estudo publicado nessa quarta-feira (27/8), na revista científica PLOS One, mostrou que o consumo de frutas e vegetais, um hábito simples e fácil e incorporar à rotina, pode ajudar a amenizar esses prejuízos.
A pesquisa também aponta que a qualidade do sono é o fator mais fortemente ligado ao bem-estar psicológico de jovens adultos, seguida pela prática de atividade física.
Pesquisadores da Inglaterra e Irlanda reuniram dados de três estudos realizados com jovens de 17 a 25 anos no Reino Unido, Estados Unidos e Nova Zelândia. Ao todo, mais de 2 mil participantes foram acompanhados por meio de questionários, diários de rotina e dispositivos eletrônicos como relógios inteligentes. O objetivo foi entender quais fatores do estilo de vida poderiam favorecer a saúde mental nessa faixa etária.
Hábitos que melhoram a saúde mental
Entre os três hábitos avaliados, a qualidade do sono se destacou como o mais fortemente associado a uma melhora no bem-estar mental.
Logo em seguida veio o consumo de frutas e vegetais, que mostrou efeito positivo tanto entre diferentes pessoas quanto na comparação entre dias do mesmo indivíduo, o que significa que incluir mais alimentos naturais na dieta em um único dia já pode melhorar a sensação de bem-estar.
A ingestão acima da média de frutas e vegetais também ajudou a amenizar os efeitos de uma noite mal dormida. Da mesma forma, dormir bem pareceu reduzir o impacto de uma alimentação menos saudável no dia seguinte.
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A prática de exercícios também teve efeito, embora menos consistente. Os pesquisadores observaram que a atividade física esteve ligada a mais bem-estar principalmente quando comparados dias diferentes de um mesmo indivíduo.
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Hábitos acumulam benefícios
Os resultados sugerem que os três comportamentos têm efeitos independentes e cumulativos, o que quer dizer que quanto mais eles são praticados, maior tende a ser o ganho em saúde mental.
Para o pesquisador Jack Cooper, principal autor do estudo, pequenas mudanças já podem trazer resultado. “Jovens adultos não precisam atingir um padrão ideal de saúde para sentir melhora. Dormir um pouco melhor, comer de forma mais saudável ou se exercitar alguns minutos a mais do que o normal já foi associado a avanços em como a pessoa se sente naquele dia”, explicou em comunicado.
O professor Tamlin Conner, da Universidade de Otago, acrescenta que compreender esses fatores é essencial para apoiar essa fase da vida.
“Desses hábitos, o sono se mostrou o preditor mais consistente do bem-estar no dia seguinte, mas frutas, vegetais e atividade física também contribuíram”, complementa.
Segundo os autores, apesar de o estudo não comprovar uma relação de causa e efeito, as evidências reforçam a importância de investir em hábitos simples do dia a dia para favorecer a saúde mental.
Eles lembram que jovens adultos enfrentam desafios como estresse acadêmico, pressões financeiras e mudanças sociais, o que torna ainda mais importante compreender como escolhas do dia a dia podem ajudar não apenas a lidar com essas dificuldades, mas também a ter mais bem-estar.
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Fonte: Metrópoles