O governo Lula enviou ao Congresso Nacional nesta sexta-feira (26/8) o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLOA) de 2026 com previsão de Selic em 13,11% ao final de 2026. Atualmente, a taxa está em 15% ao ano e o Banco Central (BC) ainda não sinalizou um ciclo de flexibilização monetária.
A taxa Selic, que compõe os juros no Brasil, é definida pelo BC por meio do Comitê de Política Monetária (Copom).
Confira as demais estimativas:
2026: 13,11% ao ano
2027: 10,09% ao ano
2028: 8,27% ao ano
2029: 7,27% ao ano
Os dados constam na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviada em abril.
O que é a LOA?
- A Lei Orçamentária Anual é um documento que estabelece o orçamento para o ano seguinte, no caso, 2026.
- A LOA determina o nível de equilíbrio geral entre receitas e despesas, ou seja, a meta fiscal para o ano seguinte que deverá ser seguida pelo Executivo.
- O texto deve ser apresentado ao Congresso Nacional para votação até o dia 31 de agosto, quatro meses antes do término do ano.
- Através da LOA ficam definidos os limites de despesa e receita e como os recursos serão alocados.
Orçamento para 2026
O orçamento total previsto para 2026 é de R$ 6,5 trilhões, destes, R$ 3,1 trilhões são despesas financeiras e R$ 3,1 trilhões são primárias. Já a projeção de receita primária total é de R$ 3,1 trilhões, ou 23,04% do PIB. Para as despesas primárias do governo federal, a projeção é de R$ 2,6 trilhões, ou 18,81% do PIB. Com o objetivo de manter o Regime Fiscal Sustentável, o orçamento limita o crescimento real das despesas em 2,5%.
- Despesas financeiras: gastos essenciais, como custeio de pessoal, investimentos em saúde e educação, por exemplo.
- Despesas primárias: gastos com o pagamento de juros e amortização de dívidas.
- Receita primárias: recurso arrecadado pelo governo com pagamento de taxas e impostos.
Fonte: Metrópoles