Concordo que algumas penas do 8/1 ficaram elevadas, diz Barroso

O ministro do Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou, nesta terça-feira (7), que algumas penas dos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 “ficaram elevadas”, mas destacou a importância de um julgamento após uma tentativa de destituição do estado democrático.

“Eu concordo que algumas penas, sobretudo a dos executores que não eram mentores, ficaram elevadas, eu mesmo apliquei penas menores”, disse Barroso durante o 1º Seminário Judiciário e Sociedade, promovido pelo Ciesp nesta manhã.

“Desde o começo apliquei penas menores, me manifestei antes do julgamento do ex-presidente [Jair Bolsonaro], que considerava bastante razoável a redução das penas pra não deixar acumular Golpe de Estado e abolição violenta do Estado de Direito, e faria com que todas essas pessoas saíssem em dois anos, dois anos e pouco, acho que estava de bom tamanho”, continuou o ministro.

Barroso demonstrou estar aberto ao diálogo sobre a redução das penas, mas não à anistia, que é a prioridade da direita política. No Congresso Nacional, entretanto, a alternativa ao perdão a todos os envolvidos nos atos democráticos é a dosimetria das penas, o que não agrada aliados do ex-chefe do Executivo Jair Bolsonaro.

Julgamento de Jair Bolsonaro

O ex-presidente do STF, no entanto, reforçou que a Corte não poderia deixar de julgar o caso envolvendo os atos de 8 de janeiro, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apontado como líder da organização criminosa de uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, com início em regime fechado, após julgamento na Primeira Turma do Supremo.

“É um julgamento que continua a causar um certo mal-estar no país, porque o ex-presidente perdeu as eleições, mas teve 49% dos votos, portanto tinha muito apoio na sociedade, a gente não pode ignorar e, evidentemente, a gente não pode deixar de julgar”, disse Barroso.

O ministro ainda mencionou que, após a finalização do julgamento do núcleo 1, “as provas são públicas” e “não há nenhuma dúvida de que havia um plano Punhal Verde e Amarelo que planejava o assassinato do presidente, do vice-presidente e de um ministro do Supremo”.

“Houve um claro incentivo aos acampamentos militares pedindo golpe de estado, houve uma colaboração premiada detalhando tudo. Eu respeito todas as posições políticas e ideológicas, mas a gente na vida tem que trabalhar com fatos e, portanto, o Supremo teve que julgar esses fatos”, finalizou.

Ortopedistas ensinam como evitar lesões graves na hora do treino

Casos recentes mostram como falhas simples no treino podem machucar bastante. Especialistas dizem que acidentes são evitáveis Fonte: Metrópoles

Risco de novos surtos: os vírus que a ciência está de olho em 2026

Vírus ignoram fronteiras e se espalham cada vez mais rápido pelo mundo. Entre as principais ameaças está uma pandemia da gripe aviária H5N1 Fonte: Metrópoles

Zé Felipe surge ao lado de Virginia em jantar e caso viraliza na web

O cantor sertanejo esteve junto da influenciadora neste fim de semana e atiçou a curiosidade dos fãs Fonte: Metrópoles