A Ford Ranger híbrida plug-in (PHEV) será um dos produtos que marcam um novo capítulo na estratégia da montadora para o mercado sul-americano. Com estreia prevista entre 2026 e 2027, a picape será a primeira híbrida plug-in flex do segmento médio no país e integra um pacote de 20 lançamentos anunciados pela marca para o período.
O desenvolvimento técnico do conjunto eletrificado foi liderado pela engenharia brasileira, com testes realizados no Campo de Provas de Tatuí (SP), um dos principais centros de desenvolvimento da Ford na região. A produção já foi confirmada para planta de General Pacheco, na Argentina. A picape foi exibida em dezembro no Brasil em versão que antecipa o lançamento.
A Ranger PHEV vai combinar o motor 2.3 EcoBoost turbo, adaptado para operar com gasolina e etanol em qualquer proporção, a um motor elétrico alimentado por bateria de 11,8 kWh. No exterior, esse sistema entrega 281 cv e 70,4 kgfm de torque, mas, no Brasil, a expectativa é de números mais elevados graças ao uso do etanol, com potência próxima ou ligeiramente acima dos 300 cv. O câmbio será automático e a tração integral eletrificada (e-4WD), preservando a proposta de uso misto, tanto profissional quanto recreativo.
A autonomia em modo totalmente elétrico deve ficar em torno de 45 km, suficiente para deslocamentos urbanos sem consumo de combustível. A recarga ocorre em corrente alternada, por meio de tomada externa, com tempo estimado de cerca de duas horas em carregadores compatíveis. O sistema permite alternar entre condução elétrica, híbrida ou priorizando desempenho, de acordo com o perfil de uso.

Visualmente, a Ford Ranger híbrida mantém a identidade robusta da atual geração, mas traz elementos específicos para diferenciar as versões eletrificadas. Entre os destaques estão a grade frontal com acabamento escurecido, rodas de 18 polegadas com desenho mais fechado para melhorar a aerodinâmica e emblemas que identificam a tecnologia plug-in.
Dois bocais laterais chamam atenção: um para abastecimento de combustível e outro dedicado à recarga elétrica. A Ford exibiu as versões Stormtrack e Wildtrack, embora ainda não confirme oficialmente quais configurações chegarão ao mercado brasileiro.

A presença do conjunto de baterias deve impactar levemente a capacidade de carga em relação às versões a diesel, que superam uma tonelada, mas a Ford afirma que a Ranger PHEV manterá atributos essenciais da linha, como chassi robusto, suspensão com eixo rígido e feixes de mola, além de recursos como câmera 360°, assistências eletrônicas e soluções voltadas ao trabalho e ao lazer.
Em 2025, a Ranger completou 30 anos de presença na América do Sul e caminha para um novo recorde de produção anual, com cerca de 76 mil unidades. A Ford já anunciou investimentos para elevar esse volume para mais de 80 mil unidades por ano em 2026, acompanhando a expansão da gama, que incluirá também novas versões voltadas a frotistas, como configurações de cabine simples e chassi.

