O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, afirmou, em discurso durante evento da Danish Economic Society nesta sexta-feira (9), que, diante do ambiente de elevada incerteza, é importante gerar confiança de que a autoridade monetária protegerá a estabilidade de preços.
Neste contexto, Lane reafirmou o desejo de garantir que a inflação se estabilize na meta de 2% no médio prazo.
Ainda no discurso, Lane ressaltou que as decisões de juros do BCE devem levar em consideração não apenas a trajetória mais provável para a inflação e a economia, mas também os riscos e incertezas envolvidos, inclusive por meio do uso apropriado de análises de cenários e de sensibilidade.
Lane também defendeu a união monetária da zona do euro. Para ele, as mudanças estruturais que a Europa enfrenta podem ser interpretadas como choques comuns e, embora cada país possa enfrentar desafios específicos, forças como as revisões do equilíbrio geopolítico global, inteligência artificial (IA) e as mudanças no sistema financeiro internacional têm implicações “amplamente semelhantes em todos os Estados-Membros da União Europeia (UE)”.
“Nessas circunstâncias, uma união monetária funciona como um mecanismo de coordenação integrado, permitindo que uma política monetária comum responda de maneira eficaz à evolução de tendências e choques comuns”, explicou Lane.
Ele acrescentou que “as mudanças estruturais identificadas são indiscutivelmente mais fáceis de gerir em um sistema monetário de maior escala“.
