O senador Márcio Bittar finca o pé na sua pré-campanha, ciente de que está só e precisa, já, medir sua aceitação junto ao eleitorado.
Tenta convencer prefeitos e vereadores de que ele tem assegurada a sua reeleição ao lado de Gladson Cameli. Propala que Jorge Viana “é passado”, Petecão “está morto”, Eduardo Velloso “é um blefe” e Mara Rocha “não incomoda ninguém”.
Mas se retrai quando questionado sobre apoiar Mailza Assis, a candidata única do governo para governar o Acre a partir de janeiro de 2027.
Bittar exige que “venham por amor”, enquanto prefeitos e parlamentares que disputarão as eleições em 2026 esperam gestor maiores: dinheiro, estrutura e pessoal para suas campanhas.
Que venham por amor a Bolsonaro.
Amor e “gratidão” aos recursos que ele, como relator do orçamento, destinou aos municípios.
As andança dele se encerraram no Juruá. Agora, o senador foca os gestores municipais do Alto Acre, e chamou alguns vereadores de Rio Branco também.
Tudo muito discreto.
Um prefeito discordou, ao afirmar que Lula, como presidente, não deve ser desconsiderado, e que Bolsonaro, agora preso, não influencia nem capitaliza alianças.
“Queremos investimentos. Não podemos viver de memórias”, disse esse prefeito ao oseringal, nesta manhã. Ele anonimato por acreditar que o senador “é importante pra nós” e não teria interesse em polemizar.
O senador insistiu:
“O que Lula faz pelo Acre é consequência do que Bolsonaro começou”.
Bittar mantém a estratégia de não conversar com “gente pequena”, o que o torna menos humilde e mais inacessível, arrogante, perante a opinião pública.
A missão de arregimentar aliados de baixo escalão cabe ao professor e consultor político Carlos Augusto Coelho, ex-braço direito de Petecão.
