O coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Bernardo Albano classificou de irresponsável a atitude do juiz aposentado Ednaldo Muniz, durante a operação batizada de “Casa Maior”, contra o Comando Vermelho, na manhã desta terça-feira.
O magistrado, que é blogueiro, começou fazer uma transmissão ao vivo em um dos alvos, expondo placas de viaturas descaracterizadas, o rosto e a identidade dos policiais. O gesto de Ednaldo atrasou e comprometeu a operação que buscava cumprir 100 mandatos de prisão, buscas e apreensões.
O presidente da Adepol (Associação dos Delegados de Polícia), Emylson Farias, emitiu nota de repúdio. “Não se trata de censura, tampouco limitar a liberdade de imprensa, mas ninguém tem o direito de transformar a Segurança Pública em vitrine”, diz a nota.
As autoridades policiais reiteram que a exposição desnecessária dos agentes, como se sabe, geralmente provoca vingança de organizações criminosas.
O promotor Bernardo Albano disse que o Ministério Público do Acre estuda entrar com uma representação contra o juiz aposentado.
“Foi uma ação no mínimo irresponsável, que merece ser combatida e repudiada”, disse o coordenador do GAECO. O bloqueiro só cancelou a transmissão após ter sido repreendido pela Polícia.
