Murais de Eduardo Kobra viram NFTs para revitalizar obras

O muralista brasileiro Eduardo Kobra entrou na Web 3.0. Os gigantes painéis coloridos do artista serão fragmentados e ficarão disponíveis a um clique na blockchain. A arte dos muros estará disponível como NFT, sigla em inglês para token não fungível — um item digital com a assinatura eletrônica do artista.

O colecionador passa a deter a representação digital daquele trecho e a participar ativamente da continuidade da obra no espaço urbano. A receita da venda dos tokens será revertida para revitalização dos murais, a começar pelo de Oscar Niemeyer, na avenida Paulista.

“Arte de rua, originalmente, é uma arte mais efêmera. Mas hoje em dia eu me preocupo mais com a durabilidade. Tão importante quanto criar novos murais, é restaurar esses trabalhos que foram feitos”, afirma Eduardo Kobra ao CNN Money.

Assinatura na arte

Arte nem sempre teve autor. Na antiguidade ocidental, as obras romanas e gregas não tinham autorias explícitas: as artes estavam ligadas apenas a religião, artesanato e estruturas públicas.

No Renascimento, no século 5, o artista passa a ser visto como criador intelectual e individual — com uma marca própria e assinada. O anonimato fica fora de moda com o homem no centro do mundo com nomes como Leonardo da Vinci, Michelangelo e Albrecht Dürer em selos em telas.

A “Pietà”, de Michelangelo, foi uma das primeiras obras que ganhou o nome do autor, após artistas duvidarem que, aos 23 anos, o renascentista seria capaz de fez e escultura.

“É um dos primeiros registros de obras de fato assinadas. E ai, muitos artistas iniciam esse processo de assinatura”, aponta Alessandra Matias, professora da Faap (Fundação Armando Alvares Penteado).

A individualidade das peças fez a arte cair nas mãos do mercado e ser de interesse de impérios e reinos, com obras colecionáveis e de expressão de valor e poder.

Dos muros à blockchain

Kobra tem murais em 40 países e cinco continentes. A interseção dos murais “onchain” é uma forma de garantia a perpetuidade e eternidade de suas obras.

O artista entende que a criação e consolidação de uma persona digital na Web 3.0 a fim de eternizar o artista para as gerações futuras.

Os colecionáveis digitais do Kobra representam fragmentos simbólicos de obras monumentais já existentes em empenas urbanas. Cada fragmento corresponde a uma parte da obra original e sua aquisição contribui diretamente para a preservação e revitalização da pintura física, que naturalmente se desgasta com o tempo.

“As pessoas, hoje, conseguem compreender meu trabalho mesmo que ele não tivesse fisicamente assinado, porque ele contém características, a minha marca, a minha marca registrada”, diz Kobra.

Retorno do BTS: confira os detalhes do 1º show da nova turnê

O grupo de k-pop BTS anunciou as datas de sua nova turnê nesta terça-feira (13), com três apresentações em São Paulo marcadas para acontecerem...

Noah Wyle avalia 2º ano de The Pitt: “Queríamos um turno agitado”

Bem-vindos de volta ao Pitt – como ainda é chamado por enquanto. A segunda temporada de “The Pitt” foi lançada no dia 8 de janeiro,...

Renato Aragão celebra aniversário de 91 anos: “Agradeço por tanto carinho”

O comediante Renato Aragão completou 91 anos nesta terça-feira (13) e comemorou a data com uma festa intimista ao lado da esposa, Lilian Taranto,...