Jefte Betancor, ex-eletricista elimina o Real Madrid da Copa do Rei

O atacante itinerante do Albacete, Jefte Betancor, que marcou dois gols impressionantes na quarta-feira para ajudar seu time da segunda divisão a eliminar o Real Madrid da Copa do Rei, chegou a considerar trocar o futebol por uma carreira como eletricista.

O atacante de 32 anos entrou no segundo tempo no Estádio Carlos Belmonte e marcou aos 81 minutos, colocando o Albacete em 2 a 1, antes de selar a vitória por 3 a 2 com outro gol nos acréscimos.

Seus gols garantiram uma estreia amarga para o novo técnico do Real Madrid, Álvaro Arbeloa, e chocaram o futebol espanhol.

Para Jefte, foi um momento de conto de fadas em uma carreira repleta de altos e baixos pela Europa.

Nascido em Las Palmas de Gran Canaria, em 1993, começou sua trajetória no Hércules antes de atuar em diversos clubes espanhóis, na maioria de divisões inferiores, incluindo Tenerife B, Eldense e UD San Fernando.

Sem conseguir se firmar na Espanha, Jefte se aventurou no exterior, jogando na terceira divisão da Áustria pelo Stadl-Paura, um passo que deu início a uma carreira nômade com passagens por Áustria, Romênia e Grécia.

Atualmente emprestado ao Albacete pelo Olympiacos, Jefte finalmente encontrou seu momento de destaque, mas a estrada para a heroica atuação de quarta-feira poderia nunca ter existido se ele tivesse abandonado o futebol quase uma década atrás.

Desiludido e mentalmente exausto, ele deixou o esporte por seis meses e passou a trabalhar como eletricista.

“Minha cabeça não estava no lugar certo”, disse Jefte após a partida. “Parei com o futebol e comecei a trabalhar e treinar no meu bairro. Queria limpar a mente. Com ajuda da minha família e do meu psicólogo, voltei, e hoje isso é tão gratificante. Nove anos atrás, eu não poderia imaginar esse momento.”

Os dois gols de Jefte encerraram uma noite emocionante para ele e para os torcedores do Albacete, que vibraram com a vitória em seu modesto estádio. Sobre sua contribuição, o atacante descreveu a noite como “mágica”.

“O time lutou por 95 minutos para viver algo assim. Isso me trouxe de volta todos os anos de luta”, disse Jefte. “A ligação com minha esposa e meu filho após o jogo foi o momento mais precioso. Não consegui parar de chorar.”

Apesar da comemoração, Jefte admitiu que nunca se sentiu completamente à vontade, mesmo após o 3 a 2. “Contra o Real Madrid, o tempo parece parar. Eles são um clube que nunca desiste até o apito final”, afirmou.

Para completar a dramaticidade da noite, Jefte revelou que precisou de atendimento médico durante as comemorações. “O médico me acertou acidentalmente no nariz e comecei a sangrar sem parar. Ele me deve essa!”

O triunfo do Albacete foi uma das maiores zebras da história da Copa do Rei, eternizando o nome de Jefte na história da competição e deixando o Real Madrid abalado com a eliminação precoce.

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