Atualmente confinado no BBB 26, o ex-jogador da seleção brasileira Edilson “Capetinha” voltou a virar notícia devido ao seu histórico de prisões por falta de pagamento de pensão alimentícia.
Diante de rumores sobre uma possível nova detenção e dívidas que chegariam a R$ 2 milhões, sua defesa, representada pelo advogado Sylvio Augusto, veio a público para esclarecer a situação financeira e legal do atleta.
Defesa contesta rumores sobre dívida
Em nota oficial enviada à CNN Brasil, o advogado Sylvio Augusto afirmou categoricamente que a pensão de Edilson está em dia e que não existe risco de prisão.
Segundo o defensor, o ex-jogador é pai de quatro filhos e mantém o sustento da jovem que motivou as disputas judiciais recentes, ressaltando que ela está próxima de atingir a maioridade.
A defesa contestou o valor milionário da dívida citado em especulações, embora admita que o patrimônio de Edilson passou por severas crises em função do episódio.
“Após a interrupção abrupta de sua carreira no futebol, situação que ele próprio já mencionou publicamente e também no programa (Donos da Bola) houve uma perda total de sua fonte de renda e do patrimônio construído ao longo dos anos. Em determinado período, ele passou a enfrentar uma realidade financeira extremamente difícil, que tornou impossível arcar com uma pensão fixada em patamar equivalente a cerca de dez salários mínimos para apenas um dos filhos, sem qualquer margem de flexibilidade ou adequação à sua condição real naquele momento.”
O imbróglio ganhou novos capítulos após uma reportagem da Folha de S. Paulo revelar decisões judiciais recentes de penhora de bens. Além disso, advogados de uma das partes teriam solicitado ao Tribunal que qualquer prêmio ou cachê recebido por Edilson durante sua participação no reality show seja retido para o abatimento de débitos pendentes.
Além disso, a equipe jurídica de Edilson justifica o histórico de inadimplência como reflexo de uma “interrupção abrupta” na carreira e na renda do atleta, o que teria gerado uma perda total de patrimônio. “Houve um período de profunda dificuldade financeira, psicológica e emocional”, declarou a defesa, pontuando que a pensão havia sido fixada em cerca de dez salários mínimos, valor que se tornou incompatível com a realidade do ex-jogador após sua aposentadoria dos gramados.
O comunicado ainda atribui o acúmulo das dívidas a orientações jurídicas inadequadas no passado e à falta de flexibilidade para negociações. De acordo com os advogados, a situação só foi controlada após uma reorganização técnica que permitiu a revisão dos valores na Justiça para patamares mais realistas.
Histórico de acusações
Edilson acumula quatro passagens pela polícia por questões de pensão entre 2014 e 2018, com episódios registrados em Salvador, Brasília e Santa Catarina. Na ocasião mais grave, em 2016, a dívida acumulada chegava a R$ 430 mil. Agora, a defesa assegura que o cenário é de estabilidade e compromisso com os ajustes legais realizados.
Confira a nota na íntegra:
“O Edilson é pai de quatro filhos, que sempre foram e continuam sendo sua maior prioridade. Ao longo da vida, ele sempre buscou dar o melhor a todos, dentro das possibilidades que teve em cada momento.
Após a interrupção abrupta de sua carreira no futebol, situação que ele próprio já mencionou publicamente e também no programa, houve uma perda total de sua fonte de renda e do patrimônio construído ao longo dos anos.
Em determinado período, ele passou a enfrentar uma realidade financeira extremamente difícil,
que tornou impossível arcar com uma pensão fixada em patamar equivalente a cerca de dez salários
mínimos para apenas um dos filhos, sem qualquer margem de flexibilidade ou adequação à sua condição real naquele momento.
Paralelamente, o Edilson precisava garantir sua própria subsistência, auxiliar sua mãe, arcar com despesas básicas como aluguel (dele e da mãe), além de tentar honrar dívidas já existentes, justamente para preservar seu nome e manter a possibilidade de futuros trabalhos.
É importante esclarecer também que, nesse período, ele contou com orientações inadequadas, o que
contribuiu para o acúmulo da situação, somado à ausência de compreensão e negociação por parte da
genitora da criança. Somente após a reorganização de sua assessoria jurídica foi possível levar a questão ao Judiciário de forma técnica e responsável, resultando na revisão da pensão para um valor ainda alto, mas próximo da sua realidade financeira.
Desde então, a pensão encontra-se regularmente em dia, sem qualquer risco de prisão, atendendo
plenamente aos interesses da jovem, que está próxima a completar a maioridade, como deve ser.
O Edilson jamais se furtou às suas responsabilidades como pai. O que existiu foi um período de profunda dificuldade financeira, psicológica e emocional, hoje superado com diálogo, ajustes legais e compromisso com todos os seus filhos.”
*Publicado por André Nicolau, da CNN Brasil
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