A federação União Brasil-PP pretende adiar ao máximo a definição de como vai se posicionar perante a eleição presidencial de outubro. A ideia é esperar o quanto der para “clarear as candidaturas”, nas palavras de uma liderança dos partidos.
A “prioridade total” será eleger o maior número de deputados e senadores no Congresso, até para garantir a manutenção robusta de verbas, como do fundo partidário.
A avaliação é de que o cenário na centro-direita ainda está muito incerto. Portanto, não ser possível definir já qual é o melhor caminho para os partidos. Dentro do próprio União Brasil e do PP, há divisões internas.
Uma corrente defende apoiar Flávio Bolsonaro (PL), enquanto outra defende que os filiados sejam liberados a apoiarem quem preferirem, como Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, especialmente no Nordeste, para não haver prejuízos às disputas nos estados, a depender de cada realidade local.
Há um entendimento de que é preciso também primeiro resolver problemas estaduais, com a definição das coligações. Para uma liderança na federação, “tem que ver como os cenários presidenciais atrapalham menos a formar boas bancadas”.
Atualmente, juntos, os partidos contam com 108 deputados federais e 13 senadores. Embora o objetivo seja sempre aumentar as bancadas, há quem considere que, se esse número ao menos se mantiver, já estará de bom tamanho e que, se crescer até 10%, estará “excelente”.
A legislação estabelece que 95% do total do fundo partidário seja distribuído aos partidos de acordo com a proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados. Os 5% restantes são repartidos igualmente entre todas as siglas que preencham os requisitos constitucionais aos recursos.
Em 2025, o União Brasil recebeu ao menos R$ 107 milhões do fundo partidário, enquanto o PP recebeu ao menos R$ 71 milhões.
