A PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina) confirmou neste sábado (7) que solicitou à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente apontado como principal suspeito pela morte do cão comunitário Orelha.
O pedido recebeu parecer favorável do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) e busca assegurar que o investigado permaneça no país durante o andamento da denúncia.
Histórico de viagem e interceptação
De acordo com as investigações, o adolescente viajou para os Estados Unidos no mesmo dia em que a Polícia Civil identificou o grupo de suspeitos envolvidos nas agressões.
O jovem permaneceu no exterior até o dia 29 de janeiro, quando foi interceptado por agentes no aeroporto ao retornar ao Brasil. Na ocasião, familiares teriam tentado ocultar vestimentas que ligavam o menor à cena do crime.
Gravidade e medidas cautelares
O pedido de retenção do documento de viagem soma-se à representação pela internação provisória do adolescente, encaminhada ao Judiciário após a finalização do inquérito.
A PCSC argumenta que a medida é necessária devido à gravidade do ato infracional e para evitar que o suspeito empreenda nova fuga ou descarte elementos probatórios, como aparelhos celulares.
A morte do cão Orelha ocorreu após uma pancada contundente na cabeça, desferida durante a madrugada de 4 de janeiro na Praia Brava.
O relatório final da força-tarefa, que analisou mais de 1 mil horas de vídeo, foi entregue às autoridades judiciárias para as providências cabíveis.
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