As urnas em Portugal abriram às 8h (5h do horários de Brasília) deste domingo (8) no primeiro segundo turno das eleições presidenciais do país em 40 anos. A votação acontece em meio à crescente fragmentação política.
O candidato de esquerda António José Seguro deverá obter uma vitória no segundo turno das eleições presidenciais portuguesas, segundo as pesquisas de opinião. Ele recebeu o apoio de importantes conservadores para impedir a vitória do candidato de direita, André Ventura.
Enquanto Seguro e Ventura encerravam suas campanhas nas áreas atingidas por tempestades em Portugal na sexta-feira (6), todas as pesquisas indicavam que Seguro obteria entre 50% e 60% dos votos, aproximadamente o dobro da porcentagem de Ventura. Cerca de dois terços dos entrevistados disseram que jamais votariam em Ventura.
Ventura, um carismático ex-comentarista esportivo, disse estar “estupefato” com o apoio da centro-direita a Seguro. No entanto, espera-se que a votação amplie ainda mais sua influência política, refletindo a ascensão da extrema-direita em toda a Europa.
A eleição ocorre em um momento em que a Península Ibérica está sendo castigada pela tempestade Marta, a mais recente de uma série de tempestades nas últimas semanas que trouxeram chuvas fortes, trovões, neve e ventos intensos.
Em Portugal, as fortes chuvas obrigaram três cidades a adiar a votação presidencial de domingo (8) para a próxima semana. As autoridades mobilizaram mais de 26.500 socorristas para lidar com os impactos.
Embora a presidência portuguesa seja um cargo em grande parte cerimonial, ela carrega um peso político significativo em momentos de crise, já que o chefe de Estado pode dissolver o parlamento, destituir o governo, convocar eleições antecipadas e vetar leis.
O presidente conservador, Marcelo Rebelo de Sousa, está no cargo desde 2016 e está constitucionalmente impedido de concorrer a um terceiro mandato consecutivo de cinco anos. Ele usou seu poder para convocar eleições antecipadas três vezes, em 2021, 2023 e 2025.
