Juntos como irmãos siameses, os senadores Alan Rick e Márcio Bittar acabam de enganar a direção nacional do PSDB e tomaram o comando do partido no Acre. A capacidade dos dois de mentir é tamanha que convenceram a cúpula tucana de que construirão uma chapa competitiva de candidatos a deputados federais. Ora, vale lembrar que em 2022 Bittar tomou o PL de Mara Rocha com a promessa de eleger a sua então mulher, Márcia Bittar, senadora. Também prometeu uma chapa forte de federais, mas não entregou absolutamente nada.
A única certeza é:
Bocalom está levando mais uma rasteira de Alan (seu ex-algoz no Democratas) e de Bittar (seu algoz atual no PL). Bem feito para não confiar em canalhas!
Mais sobre os “siameses”
A movimentação de Márcio Bittar e Alan Rick sobre o PSDB do Acre não é um evento isolado, mas o ápice de um modus operandi baseado na instrumentalização de siglas. O que se observa é uma simbiose de interesses onde a “promessa de chapa” atua como uma moeda de troca frequentemente sem lastro. A aliança entre Alan Rick e Márcio Bittar sobre o PSDB não parece ser um projeto de fortalecimento da social-democracia no Acre, mas sim uma operação de cerco. Eles não buscam construir um partido; buscam um “puxadinho” estratégico para barganhas futuras, deixando Bocalom e o eleitorado conservador em um labirinto de incertezas. É a política do fato consumado sobrepondo-se à política do compromisso
1. O Perfil do “Enganador Serial” e o Histórico do PL
A análise do perfil de Márcia Bittar revela um estrategista que utiliza o capital político de terceiros para alimentar projetos personalistas. O precedente de 2022 com Mara Rocha é o maior indicador de sua inconsistência:
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A Promessa: Construção de uma chapa robusta e viabilização de Márcia Bittar ao Senado.
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A Realidade: Desidratação de aliados e entrega de resultados pífios frente ao que foi prometido à cúpula nacional do PL.
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O Risco Atual: Ao migrar a influência para o PSDB sob o mesmo argumento, Bittar repete a fórmula da “venda de esperança” para garantir o controle de recursos e tempo de TV, sem necessariamente ter nomes de peso para sustentar a legenda.
2. Alan Rick: Oportunismo sob a Capa do Conservadorismo
Alan Rick, embora projete uma imagem de retidão, demonstra uma maleabilidade ética preocupante ao se aliar tão estreitamente a Bittar. A crítica reside na dissonância entre o discurso e a prática:
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Como alguém que não consegue consolidar uma base competitiva no próprio partido (Republicanos) pode garantir o renascimento de uma sigla histórica como o PSDB no estado?
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A “traição” mencionada em relação a Bocalom reforça a imagem de Alan como um ator político que não prioriza lealdades programáticas, mas sim o vácuo de poder mais próximo.
A Síntese do “Golpe de Mestre” (ou de Sorte)
A estratégia de tomar o PSDB nacional “no grito” e na promessa expõe a fragilidade das direções nacionais, que, distantes da realidade amazônica, tornam-se presas fáceis para narrativas bem articuladas.
| Elemento Analítico | Impacto no Cenário Acreano |
| A Relação com Bocalom | O prefeito de Rio Branco surge como a figura trágica da narrativa, vítima de um isolamento orquestrado por aqueles que deveriam ser seus pilares de sustentação. |
| A Chapa “Fantasma” | A probabilidade de o PSDB não entregar os deputados federais prometidos é alta, considerando que os “donos” da ideia sequer resolveram o quintal de seus partidos originais. Bittar, é bom lembrar, jamais capitalizaria Jesus Sérgio (ex-deputado) e Charlene Lima ( publicitária), donos, individualmente, de um capital político inferior a 5 mil votos cada. |
| A Ética do “Canalha” | Na política acreana, a confiança tornou-se um passivo, e a capacidade de manobra (a “rasteira”) é a principal ferramenta de ascensão. |
