Desde o início da Operação Carnaval 2026, em 31 de janeiro, 33 pessoas foram presas em diferentes pontos da capital paulista, segundo dados divulgados pela SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo). A ofensiva reúne cerca de 13 mil policiais civis e militares e utiliza monitoramento em tempo real para acompanhar os principais eventos da folia.
De acordo com a pasta, parte das ocorrências — principalmente roubos e furtos — foi identificada a partir da SGI (Sala de Gerenciamento de Incidentes), instalada no Centro de Operações da Polícia Militar.
O sistema reúne imagens de drones e de mais de 100 mil câmeras integradas ao Programa Muralha Paulista, além de ferramentas como reconhecimento facial e leitura automática de placas.
Balanço da operação
Nos dias 7 e 8 de fevereiro, 11 pessoas foram detidas sob suspeita de crimes como venda de bebida adulterada, estelionato e furto de celulares.
Em outra ocorrência, na Barra Funda, na zona oeste da capital, 12 pessoas foram presas apontadas como integrantes de uma quadrilha especializada em crimes patrimoniais durante blocos de carnaval.
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Prisões
No sábado (14), quatro adultos foram presos por furto de celulares durante um bloco no Ibirapuera. Segundo a SSP, a equipe foi acionada após a SGI indicar, em tempo real, a localização e as imagens dos suspeitos. Outros cinco adolescentes foram apreendidos na mesma região. Os detidos foram encaminhados ao 16º Distrito Policial, onde o caso foi registrado.
Também no sábado, na região da República, policiais civis infiltrados — alguns fantasiados de personagens do desenho Scooby-Doo — prenderam três suspeitos de furtar celulares em meio a um bloco de rua. A ação foi conduzida por agentes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que apreenderam oito aparelhos e levaram os suspeitos à delegacia.
Na sexta-feira (13), um homem procurado pela Justiça foi identificado por reconhecimento facial ao tentar entrar no Sambódromo do Anhembi. No dia seguinte, outro foragido foi localizado na zona oeste após alerta do sistema de monitoramento.
Já na Praça da República, um terceiro suspeito foi detido por equipes do 7º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).
As ações fazem parte de uma estratégia conjunta entre as polícias Civil e Militar para reforçar a segurança durante o carnaval. A SSP afirma que o monitoramento continuará ao longo do período festivo.
*Sob supervisão de Jorge Fernando Rodrigues
