Na noite de segunda-feira, 16, a Justiça do Estado do Acre concedeu liberdade provisória a Bruno Eduardo Lima da Silva, de 18 anos, acusado de atropelar e causar a morte do pastor Leonildo Ferreira, de 65 anos. A soltura ocorreu após a expedição do alvará, determinada durante audiência de custódia realizada no período da tarde, no Fórum Criminal.
A decisão foi proferida pelo juiz da Vara Estadual das Garantias, responsável por analisar a legalidade da prisão e a necessidade de manutenção da custódia preventiva. Até o momento, o fundamento específico que embasou a concessão da liberdade provisória não foi divulgado oficialmente pela Justiça acreana. Ainda assim, ficou estabelecido que o jovem deverá cumprir medidas cautelares, que podem incluir uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico em juízo, proibição de se ausentar da comarca e outras restrições determinadas pelo magistrado.
Bruno Eduardo foi preso na manhã de domingo, 16, poucas horas após o acidente. Segundo informações da investigação, ele conduzia uma motocicleta em alta velocidade quando atropelou o pastor Leonildo Ferreira. A vítima havia acabado de sair da Igreja Assembleia de Deus e tentava atravessar a via no momento em que foi atingida. O impacto foi fatal.
De acordo com a Polícia, o jovem não possui carteira de habilitação, o que agrava a situação do ponto de vista administrativo e pode influenciar na responsabilização criminal. Após o ocorrido, Bruno também precisou de atendimento médico. Posteriormente, foi conduzido à delegacia, onde foi autuado e indiciado por homicídio culposo — quando não há intenção de matar, mas a morte ocorre em decorrência de imprudência, negligência ou imperícia.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Acre, que tem o prazo de dez dias para concluir o inquérito policial. Nesse período, deverão ser colhidos depoimentos, laudos periciais e demais elementos que esclareçam as circunstâncias do acidente, como a velocidade da motocicleta, as condições da via e eventuais responsabilidades adicionais.
A morte do pastor Leonildo Ferreira gerou comoção entre familiares, amigos e membros da comunidade evangélica local. O desfecho judicial do caso dependerá da conclusão das investigações e da análise do Ministério Público, que poderá oferecer denúncia à Justiça, dando início à ação penal. Enquanto isso, o acusado responderá ao processo em liberdade, desde que cumpra as determinações impostas pelo Judiciário.

