A partida entre Elche e Espanyol, neste domingo (1º), válida por LaLiga, foi paralisada após um possível novo caso de racismo.
Aos 33 minutos do segundo tempo, o árbitro Iosu Galech Apezteguía interrompeu o jogo por cerca de três minutos depois que o zagueiro Omar El Hilali, do time catalão, acusou o atacante Rafa Mir, do Elche, de ter proferido ofensas raciais.
De acordo com a súmula, El Hilali relatou que o adversário teria afirmado que ele chegou à Europa em uma patera — termo utilizado para designar pequenas embarcações de madeira frequentemente usadas na travessia irregular de imigrantes do norte da África para o sul da Espanha.
No documento oficial, Apezteguía registrou que nenhum integrante da equipe de arbitragem ouviu as supostas declarações de Rafa Mir. Ainda assim, o árbitro optou por aplicar o protocolo e interromper a partida, retomando-a após três minutos.
Protocolo Antirracismo
O Protocolo Antirracismo foi implementado pela FIFA em 2024.
O procedimento é acionado pelo árbitro por meio de um gesto em “X” com os braços. A partir disso, o jogo é interrompido para que mensagens sejam exibidas no sistema de som do estádio e nos telões.
Caso as manifestações racistas persistam, a partida pode ser suspensa temporariamente, com a saída dos jogadores do gramado. Se os atos continuarem, o árbitro pode determinar o encerramento definitivo do confronto.
Recentemente, a medida entrou em ação no duelo entre Benfica e Real Madrid, pela Champions League. Atacante do Real, Vinicius Jr. acusou Prestianni, do clube português, de ter cometido ofensas raciais.
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