Após mais de 30 horas de interdição, o trecho da rua da Consolação onde uma explosão abriu uma cratera foi liberado ao tráfego na manhã desta terça-feira (3), na região central de São Paulo.
O buraco foi fechado e o asfalto recomposto após a conclusão dos trabalhos das concessionárias e órgãos municipais, mas a causa da explosão não foi esclarecida.
Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o trânsito no sentido bairro foi liberado às 6h22 desta terça, com a ocupação de duas faixas antes da rua Maceió para a continuidade de serviços complementares por outros órgãos envolvidos na ocorrência.
A Enel, distribuidora de energia da capital, apontou que a explosão foi provocada pelo acúmulo de gases inflamáveis dentro de uma galeria subterrânea, embora a origem desses gases ainda não tenha sido identificada. A companhia informou que, após medições no local indicarem ausência de risco, a cratera foi devidamente tampada.
Técnicos seguem monitorando a área e apoiando a recuperação da estrutura civil danificada. A empresa destacou ainda que a rede elétrica subterrânea não foi afetada e que, no ponto atingido, existem apenas cabos de energia, sem equipamentos como transformadores.
A Comgás realizou análises técnicas em parceria com a concessionária de energia elétrica e afirmou que não houve vazamento na rede de distribuição de gás natural.
De acordo com a Comgás, equipamentos de medição apontaram ausência de etano, composto característico do gás natural, descartando qualquer relação do incidente com suas redes. Segundo eles, amostras coletadas no local e encaminhadas para avaliação laboratorial confirmaram a inexistência de gás natural proveniente da companhia.
A companhia ressaltou ainda que, independentemente do tipo de gás, uma explosão dessa natureza depende da presença de uma fonte de ignição, como faísca ou mecanismo semelhante.
Em nota, a Secretaria Municipal das Subprefeituras informou que, após a finalização dos reparos pelas concessionárias, a recomposição do asfalto foi concluída e o trecho liberado. A pasta segue acompanhando as investigações para esclarecer a origem da explosão.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo