Teve início nesta terça-feira (3), no plenário da 1ª Vara do Tribunal do Júri do Fórum Criminal de Rio Branco, o julgamento dos presidiários André de Oliveira da Silva e Dênis da Rocha Tavares, acusados de executar o jovem Caunã Nascimento, de 19 anos, sobrinho-neto da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Os réus respondem pelos crimes de homicídio qualificado e por integrar organização criminosa. A sessão é presidida pelo juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri e deve se estender ao longo do dia, diante do número de testemunhas arroladas.
Cauã Nascimento foi morto a tiros em fevereiro de 2024, após ter a residência invadida por um criminoso na Rua Baguari, bairro Taquari, no Segundo Distrito da capital acreana. O crime causou forte repercussão à época, tanto pela violência empregada quanto pelo vínculo familiar da vítima com a ministra.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, André de Oliveira teria sido o executor direto do homicídio, sendo apontado como o autor dos disparos que atingiram o jovem. Já Dênis da Rocha Tavares é acusado de ter fornecido a arma utilizada na execução.
As investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios indicam que o assassinato estaria relacionado à disputa entre facções criminosas que atuam em Rio Branco, cenário que tem provocado uma série de confrontos e execuções nos últimos anos.
André foi preso sete meses após o crime, em operação realizada por agentes da especializada. Dênis teve o mandado de prisão cumprido por policiais do 2º Batalhão da Polícia Militar.
Antes dos interrogatórios dos acusados, o Conselho de Sentença ouvirá 12 testemunhas, entre arroladas pela acusação e pela defesa. Ao final dos debates, caberá aos jurados decidir pela condenação ou absolvição dos réus.