Estupro coletivo: justiça mantém prisão de ex-jogadores do Vasco do Acre e outro segue foragido

A Justiça do Acre manteve a prisão preventiva dos ex-jogadores do Vasco do Acre, Alex Pires Bastos Júnior, conhecido como “Lekinho”, e Lucas de Abreu Melo.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta semana no Fórum Criminal.
Lekinho e Lucas se apresentaram na Delegacia de Flagrantes na madrugada da última terça-feira, 17. Ainda no mesmo dia, ambos passaram por audiência de custódia, ocasião em que a Justiça decidiu pela manutenção das prisões preventivas.
Um terceiro investigado, Bernardo Barbosa Nunes (foto), apontado como um dos envolvidos no caso, segue foragido.
Os três tiveram as prisões decretadas na semana passada por decisão do juiz da 2ª Vara Criminal, Ricardo Wagner de Medeiros.
Na mesma decisão, o magistrado aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre e tornou réus cinco jogadores: Erick Luiz Serpa Santos, Brian Peixoto Henrique Iliziário, (ambos já estavam presos), Alex Pires Bastos Júnior, Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes.
De acordo com a denúncia, o crime —  estupro coletivo contra duas jovens — teria ocorrido na madrugada do dia 13 de fevereiro deste ano, no alojamento do clube, localizado na região da Baixa da Colina, em Rio Branco.
Segundo o processo, Lekinho teria sido omisso ao não impedir a violência contra uma das vítimas. Em depoimento à polícia, no entanto, uma das jovens afirmou que a relação sexual com ele foi consensual, mas com os demais teria sido forçada.
Na quarta-feira, 18, a defesa dos quatro jogadores presos protocolou pedido de revogação das prisões preventivas.
Os advogados alegam que não há mais justificativa para a manutenção das prisões, uma vez que os acusados já foram formalmente denunciados e dois deles se apresentaram espontaneamente às autoridades.
O pedido ainda aguarda análise da Justiça. O advogado de Bernardo (único foragido) não foi localizado para se pronunciar sobre o caso.