O Banco Central do Peru elevou, nesta sexta-feira (20), a previsão de crescimento econômico para 2026, de 3,0% para 3,2%, mantendo a mesma projeção para 2027.
O banco afirmou que espera que a inflação permaneça dentro da meta estabelecida, mas elevou as projeções anuais para 2,4% em 2026 e 2,0% em 2027.
As projeções revisadas para 2026 levam em consideração os prováveis impactos das próximas eleições presidenciais, marcadas para 12 de abril deste ano, e os efeitos da guerra no Oriente Médio, informou o Banco Central.
“Até o momento, nenhum candidato surgiu que assuste os investidores”, declarou o presidente do Banco Central, Julio Velarde.
Na semana passada, o Banco Central manteve a taxa básica de juros pela sexta vez consecutiva em 4,25%, acrescentando que a maior volatilidade do mercado financeiro e os preços internacionais mais altos do petróleo, relacionados à guerra no Oriente Médio, podem aumentar as pressões inflacionárias.
Além disso, o BC projetou um déficit fiscal de 1,8% do PIB para 2026, valor ligeiramente inferior aos 1,9% estimados no final do ano passado.
O Peru é o terceiro maior produtor mundial de cobre.