As ameaças partiram dos Estados Unidos e do presidente Donald Trump, mas quem realizou ataques contra infraestruturas civis do Irã nesta terça-feira (7) foi Israel, que afirmou ter atacado oito pontes.
Em Karaj, um ataque deixou feridos próximos a uma linha férrea. O fornecimento de energia em algumas áreas da cidade, que fica nos arredores de Teerã, também foi interrompido devido a projéteis que caíram sobre linhas de transmissão.
Ataques também atingiram uma ponte em um trecho da rodovia que liga Teerã a Tabriz, cidade no noroeste do país e próxima à fronteira com o Azerbaijão e a Turquia. O ataque ocorreu na província de Zanjan — onde uma ponte ferroviária também foi alvo.
Em Qazvin, também no caminho Teerã-Tabriz, outra ferrovia foi atacada. E em Kashan, a cerca de 250 km ao sul da capital do país, um ataque sobre uma ponte rodoviária resultou na morte de duas pessoas, segundo a agência de notícias iraniana Mehr.
Autoridades locais também relataram ataques com projéteis em pontes na província de Qom — onde está o centro teológico xiita onde se formaram todos os líderes supremos do país — e em uma via na cidade de Ahvaz, na planície petrolífera do Cuzistão.

Nesta terça, correntes humanas se formaram ao redor de usinas de energia, atendendo a um pedido de um vice-ministro do governo do país. Também houve registros de pessoas se aglomerando em pontes.
As Forças de Defesa de Israel publicaram em redes sociais um comunicado em farsi alertando iranianos para evitarem a utilização de trens e se manterem afastados de linhas férreas.
Em vídeo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, justificou os ataques afirmando que as pontes e linhas férreas atacadas eram utilizadas pela Guarda Revolucionária do Irã.
“Eles usam esses locais para transportar matéria-prima para armas, as próprias armas e os agentes que nos atacam, atacam aos EUA e atacam aos países da região — os mesmos agentes que também oprimem o povo iraniano”, declarou.
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* Com informações da Reuters e da CNN