Ex-secretário de Bolsonaro recebeu R$ 3,8 milhões para defender Vorcaro

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Ex-secretário de Bolsonaro recebeu R$ 3,8 milhões para defender Vorcaro

A empresa WF Comunicação, do advogado Fabio Wajngarten, recebeu ao menos R$ 3,8 milhões para atuar na defesa do empresário e então ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Wajngarten foi secretário de Comunicação Social do governo de Jair Bolsonaro (PL).

A informação quanto aos pagamentos do Master à empresa de Wajngarten consta em documentos da Receita Federal encaminhados à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime, que investiga o crime organizado no país.

À CNN, Wajngarten admitiu que, a partir do primeiro semestre de 2025, passou a integrar a equipe de defesa de Vorcaro, da qual faz parte até o momento. Atualmente, o empresário está preso na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília, e é investigado por uma série de fraudes financeiras e por organização criminosa.

“Fui apresentado ao Daniel no primeiro semestre de 2025 por meio dos advogados dele, passando a integrar a equipe de defesa dele, da qual faço parte até o presente momento.  O contrato tem cláusulas de confidencialidade razão pela qual não pode ser publicizado.  Além disso, não sou sequer mais politicamente exposto, já que sai de qualquer cargo público há mais de 5 anos”, disse o advogado.

Além da empresa de Wajngarten, os documentos do Master mencionam outros pagamentos milionários realizados pelo banco a importantes nomes da política brasileira. Entre os nomes, estão o ex-presidente Michel Temer (MDB); e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

Quem é Fabio Wajngarten

Durante o governo Bolsonaro, Wajngarten foi chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social) até junho de 2020. Depois, assumiu o posto de secretário-executivo do Ministério das Comunicações, tornando-se o número dois da pasta.

Depois de Bolsonaro deixar o Palácio do Planalto após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Wajngarten seguiu na equipe do ex-chefe do Executivo, atuando na assessoria de Bolsonaro e intermediando o contato com a imprensa.

O advogado, no entanto, foi demitido da comunicação do ex-presidente após reportagens do portal UOL revelarem mensagens em que Wajngarten diz preferir Lula à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) na Presidência.

Embora tenha sido demitido, ele afirma continuar sendo o “”fiel escudeiro” da família do ex-presidente.