Uma nova versão do terror egípcio “A Múmia” chega aos cinemas nesta quinta-feira (16). “Maldição da Múmia”, dirigido por Lee Cronin (“A Morte do Demônio: Ascensão”), aposta em uma combinação pouco óbvia do que se esperaria do título: um horror visceral e grotesco com, ainda, uma pitada de humor que nasce da própria realidade.
À frente do projeto, Lee Cronin contou, com exclusividade à CNN, que encontrou liberdade criativa ao romper com os caminhos tradicionais da franquia — e isso começa pela própria origem da múmia.
“Senti uma liberdade real quando percebi que poderia contar uma história em que a nossa múmia existisse por um motivo diferente, a mumificação sendo usada para um propósito diferente. Não sobre um faraó, mas sobre uma garotinha. Alguém próximo, familiar. Isso foi algo que achei muito atraente e, de certa forma, libertador”, explicou.
A mudança de perspectiva dá ao longa um tom mais íntimo e perturbador. Ao trocar a grandiosidade histórica por uma figura mais próxima do cotidiano, Cronin aposta no desconforto emocional para potencializar o terror. “As pessoas têm ideias preconcebidas sobre o que esse filme deve ser, mas quando assistirem, vão perceber que é muito diferente — e inesperado.”
Conhecido por “A Morte do Demônio: A Ascensão” (2023), o cineasta mantém em “Maldição da Múmia” uma de suas marcas: o equilíbrio entre horror extremo e momentos de leveza. Para ele, essa mistura é essencial para tornar a experiência mais autêntica.
“Sempre existe essa ideia de que há uma linha tênue entre terror e comédia. Este filme não é uma comédia, mas tem bastante leveza e humor, e isso vem da realidade. As pessoas riem em funerais. Mesmo sendo um momento triste, coisas engraçadas podem acontecer.”
O diretor, então, destacou uma cena em que duas mulheres discutem sob um corpo dentro de um caixão. “Aquela conversa soa exatamente como as amigas da minha mãe falariam. É engraçado, mas vem de um lugar real”, contou.
Além do terror grotesco, “Maldição da Múmia” também aposta em uma narrativa mais ampla. Segundo Cronin, o filme vai além dos sustos e mergulha em diferentes camadas dramáticas. “É um filme de terror, mas também tem outros elementos. Há uma história de investigação e mistério, um forte drama familiar, muito coração e muito amor, apesar das coisas insanas que acontecem.”
“As pessoas querem ir ao cinema para se entreter. É importante oferecer algo que valha o ingresso”, pontuou. “Eu quis fazer um filme que fosse um evento, algo que precisa ser vivido no cinema, cercado de outras pessoas”, concluiu.
Assista ao trailer de “Maldição da Múmia”
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