A Justiça do Acre transformou em réus três acusados de participação no brutal assassinato do professor de dança Reginaldo Silva Correia, crime que chocou moradores de Epitaciolândia no ano passado. A decisão judicial reconheceu a existência de provas da materialidade do crime e indícios consistentes de autoria.
Conhecido como “Régis”, o professor desapareceu no dia 25 de setembro. Seis dias depois, seu corpo foi localizado enterrado em uma cova rasa às margens da BR-317, em um loteamento da cidade, revelando um desfecho macabro para o caso.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Acre, em documento de onze páginas, detalha como o crime teria sido executado e aponta o papel de cada um dos envolvidos.
O principal acusado, Victor Oliveira da Silva, responderá por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, furto qualificado do veículo da vítima e furto do celular. Segundo as investigações, ele confessou ter matado o professor utilizando um golpe conhecido como “mata-leão” e teria mantido o corpo dentro de casa durante uma noite inteira antes da tentativa de ocultação.
Outra denunciada é Marijane Maffi, de 46 anos, que responderá por ocultação de cadáver e furto do veículo. Conforme a acusação, ela teria levado o carro da vítima para a Bolívia logo após o assassinato, tentando apagar rastros do crime.
O terceiro réu é Limbison Santiago Pereira, incluído posteriormente na investigação. Ele responderá por ocultação de cadáver e receptação do celular da vítima.
De acordo com os autos, os três teriam participado do enterro clandestino do corpo no dia seguinte ao assassinato, numa tentativa de ocultar o crime.
Na decisão que recebeu a denúncia, a juíza responsável manteve Victor Oliveira da Silva em prisão preventiva. Marijane Maffi permanece internada em uma clínica de recuperação para dependentes químicos em Rondônia, enquanto Limbison Santiago Pereira responderá ao processo em liberdade.
Com o recebimento da denúncia, o caso entra agora na fase de instrução processual, quando testemunhas serão ouvidas e as defesas poderão apresentar suas versões sobre um crime que abalou a pequena cidade de fronteira e deixou a comunidade cultural acreana em choque.