A decisão de manter o Jonathan Donadoni na Casa Civil é um movimento clássico de “sobrevivência e estratégia”. A Casa Civil é o coração do governo, e trocar o titular em um momento de pré-campanha poderia ser um tiro no pé se não houver um substituto com o mesmo trânsito político.
Manter alguém que conseguiu articular o apoio de centenas de vereadores e mais de 15 prefeituras não é apenas uma escolha administrativa, é uma medida de proteção. Esses números representam a “capilaridade” — a capacidade de levar a mensagem do governo até a ponta, lá nos municípios mais distantes.
E “fritar” um secretário é muito comum quando grupos internos tentam desgastar a imagem de alguém para forçar uma demissão. Ao resistir a isso, a Governadora Maílza Assis passa uma mensagem de autoridade: Ela detém a palavra final, não o “entorno”. E de estabilidade: Mudanças bruscas agora poderiam sinalizar fragilidade ou desunião na base aliada.
Foco na Reeleição é a regra geral Se Donadoni foi peça-chave na construção do capital político de Gladson Cameli, a lógica da governadora é clara: continuidade técnica e a confiança política valem ouro em setores de extrema importância como a articulação que vem de dentro pra fora.
Nota: Movimentações de gabinete como essa mostram que, além das políticas públicas, a manutenção do poder exige uma gestão de crises internas constante.
Que a “fritura” política não prevalece enquanto elemento desagregador, nem mesmo de forma mais silenciosa