EUA x Irã: entenda os principais pontos de discordância para um acordo

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EUA x Irã: entenda os principais pontos de discordância para um acordo

Como temos noticiado, o vice-presidente JD Vance deve deixar Washington hoje com altos funcionários americanos rumo ao Paquistão, antes da próxima rodada de negociações sobre a guerra com o Irã, segundo fontes da CNN.

Uma segunda rodada de negociações entre as delegações americana e iraniana está prevista para quarta-feira (22) em Islamabad, capital paquistanesa, disseram as fontes.

Elas observaram que a situação permanece instável devido à contínua troca de farpas entre os dois países.

Tudo indica que ainda existem diversos obstáculos a serem superados. Aqui estão os principais pontos de impasse:

O destino das reservas de urânio do Irã

Trump sugeriu na semana passada que o Irã concordou em enviar suas reservas de urânio altamente enriquecido para os Estados Unidos, uma afirmação que foi rapidamente refutada por um alto funcionário iraniano, que disse que a exigência era inviável.

Teerã possui cerca de 400 quilos de urânio enriquecido a 60% — uma quantidade significativa. Uma das propostas que tem sido discutida envolve o desbloqueio de ativos iranianos em troca da entrega de reservas.

O Irã solicitou um alívio substancial das sanções e o desbloqueio de ativos avaliados em mais de US$ 20 bilhões, segundo uma fonte familiarizada com as negociações, em declaração à CNN.

Restrições ao enriquecimento de urânio

A duração de qualquer suspensão do programa de enriquecimento do Irã continua sendo outro ponto de discórdia. O funcionário iraniano que falou à CNN rejeitou a afirmação de Trump de que Teerã concordou em interromper o programa indefinidamente, dizendo que o Irã “nunca aceitará” ser uma “exceção ao direito internacional”.

Durante as negociações do fim de semana retrasado, negociadores americanos propuseram uma pausa de 20 anos no enriquecimento de urânio pelo Irã, disse à CNN uma fonte familiarizada com as discussões.

O Irã respondeu com uma proposta de suspensão de cinco anos, que os EUA rejeitaram, segundo um funcionário americano.

Reabertura do Estreito de Ormuz

O mundo respirou aliviado na última sexta-feira (17), quando o Irã anunciou a reabertura da importante rota marítima, que estava praticamente fechada há quase dois meses.

Mas o alívio durou pouco. Teerã logo reimpôs as rígidas restrições à navegação em resposta à declaração de Trump de que o bloqueio americano aos portos iranianos continuaria até que um acordo fosse alcançado.

Dois navios relataram ataques no sábado enquanto tentavam atravessar o estreito.