Dirigente palestino recusa aperto de mão israelense em evento da Fifa

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Dirigente palestino recusa aperto de mão israelense em evento da Fifa

O presidente da Federação Palestina de Futebol, Jibril Rajoub, recusou apertar a mão do vice-presidente da Federação de Israel, Basim Sheikh Suliman, durante um momento de tensão no congresso da Fifa, nesta quinta-feira (30).

Ambos foram chamados ao palco pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, mas Rajoub optou por não cumprimentar Suliman.

Infantino colocou a mão no braço de Rajoub e o convidou, com um gesto, a se aproximar do dirigente israelense, sem sucesso.

Questionada sobre o que foi dito no momento, a vice-presidente da federação palestina, Susan Shalabi, afirmou à Reuters: “Não podemos apertar a mão de alguém que os israelenses trouxeram para encobrir seu fascismo e genocídio! Estamos sofrendo.”

Infantino tomou a palavra e declarou: “Vamos trabalhar juntos, presidente Rajoub, vice-presidente Suliman. Vamos trabalhar juntos para dar esperança às crianças. São questões complexas.”

Ignorância de Infantino?

Após o congresso, Shalabi disse à Reuters que a tentativa de Infantino de promover um cumprimento ignorou o conteúdo do discurso de Rajoub, que voltou a pedir que clubes israelenses não atuem em assentamentos na Cisjordânia.

“Ser colocada nessa situação de ter um aperto de mão depois de tudo o que foi dito anula o propósito do discurso que o general estava fazendo”, afirmou.

“Ele passou cerca de 15 minutos explicando como as regras importam e como isso pode abrir precedente para violação de direitos das associações. E então isso seria simplesmente ignorado. Foi absurdo.”

Israel nega ter cometido genocídio em Gaza.

Tensão crescente

Na semana passada, a federação palestina recorreu à Corte Arbitral do Esporte contra a decisão da Fifa de não punir Israel por clubes sediados em assentamentos na Cisjordânia.

A entidade palestina defende que equipes instaladas nesses territórios, reivindicados para um futuro Estado palestino, não deveriam disputar ligas organizadas pela federação israelense.

A Fifa informou no mês passado que não tomaria medidas contra a federação de Israel ou seus clubes, citando o status legal indefinido da Cisjordânia no direito internacional público.

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