Jornalista escolhe a última refeição antes de suicídio assistido

O que você comeria na última refeição da sua vida? Uma pizza inteira com guaraná? Cumbuca de feijoada acompanhada de caipirinha? Cascata de camarões com vinho? Churrasco regado a cerveja?

A apresentadora inglesa Esther Rantzen já definiu o cardápio: caviar com champanhe, mesmo passando mal ao comer ovas de peixe e ser alérgica à bebida francesa. “As consequências não teriam importância”, disse.

Aos 83 anos, ela enfrenta um câncer de pulmão em estágio terminal e pretende antecipar sua morte com o suicídio assistido na clínica Dignitas, no vilarejo de Forch, perto de Zurique. A Suíça está entre os poucos países onde o procedimento é permitido.

Há diferença entre suicídio assistido e eutanásia. No primeiro caso, o próprio paciente toma uma medicação que levará ao fim de sua vida, sendo observado à distância por profissionais de saúde. No segundo, a administração do remédio é feita por uma equipe médica.

Esther comandou programas de sucesso na televisão britânica. A maior parte de sua carreira foi no prestigiado canal estatal BBC. Diante das câmeras, fez inúmeras denúncias de mau atendimento a pacientes de doenças graves.

Paralelamente, participou de mais de 50 instituições de caridade. O trabalho na comunicação e na filantropia rendeu o título de ‘dame’ (dama), concedido pela então rainha Elizabeth.

Agora, Esther deseja apenas ter controle sobre o próprio sofrimento e evitar a angústia prolongada dos parentes e amigos. “Não quero que as últimas lembranças de mim sejam dolorosas”, disse.

“Quando você vê alguém que ama tendo uma morte ruim, essa memória faz desaparecer todos os momentos felizes.”

Um impedimento legal preocupa a apresentadora. Quem a acompanhar até a clínica na Suíça pode ser preso e processado ao retornar à Inglaterra, sob acusação de homicídio ou homicídio culposo (sem intenção).

Semanas atrás, o tema ganhou projeção nos quatro cantos do planeta pelo sofrimento vivido pelo ator francês Alain Delon, de 88 anos, um dos maiores galãs de cinema de todos os tempos.

Vítima de sequelas de AVCs (acidente vascular cerebral), ele manifestou a vontade de morrer por suicídio assistido também em território suíço, onde mantém residência.

Quer ter o mesmo destino do amigo Jean-Luc Godard, premiado cineasta que se despediu da vida aos 91 anos em setembro de 2022, pelo polêmico método, em sua casa em uma pequena cidade suíça.

No Brasil, a eutanásia e o suicídio assistido são proibidos.

Alerta: em caso de sofrimento emocional, ligue gratuitamente para 188. Os atendentes do CVV (Centro de Valorização da Vida) estão disponíveis 24 horas para conversar, sem julgamentos ou críticas, respeitando os sentimentos de quem procura ajuda. Busque tratamento especializado com psicólogo ou psiquiatra para garantir sua saúde mental.

Portal Terra

Governo realiza audiência pública em Senador Guiomard para que população entenda como funciona a regularização fundiária

Na tarde desta quinta-feira, 05, a equipe do Instituto de Terras do Acre (Iteracre) esteve no município de Senador Guiomard, onde realizou uma audiência...

Os penduricalhos criticados por Flávio Dino que elevaram a até R$ 244 mil os supersalários no Tribunal de Justiça do Acre

Levantamentos recentes (2024/2025) mostram que desembargadores no Acre chegaram a receber valores brutos de até R$ 244 mil em um único mês. Isso acontece...

Resumo de “Três Graças”: de 9 a 14 de fevereiro

Os principais destaques dos próximos capítulos de “Três Graças” giram em torno da derrocada da vida de Ferette. Na trama, Zenilda, sua esposa, o...