Análise: A política anti-imigração nos EUA

A política anti-imigração do ex-presidente Donald Trump nos Estados Unidos pode afetar cerca de dois milhões de brasileiros que vivem no país em situação indocumentada, segundo a analista de internacional Fernanda Magnotta.

Durante o programa CNN 360º desta quarta-feira (22), Magnotta destacou que o governo brasileiro tem poucas opções de retaliação diante das medidas restritivas americanas.

A principal alternativa seria a reciprocidade diplomática, exigindo vistos de cidadãos americanos para entrar no Brasil.

“Essa questão da reciprocidade é basicamente a moeda de troca básica, padrão de todos os governos. É o que se utiliza de maneira quase protocolar quando se fala em diplomacia”, explicou a analista.

No entanto, Magnotta ressaltou que essa medida tem eficácia limitada devido à assimetria de poder entre os dois países.

“A gente pode, claro, impor essa condição aos norte-americanos, mas ainda assim, isso é muito pouco perto do que deve acontecer com a comunidade brasileira que se encontra por lá”, afirmou.

Disputa nos tribunais e no Congresso

A especialista prevê que a disputa sobre as políticas migratórias deve se concentrar nos tribunais americanos, com organizações de classe já se mobilizando para garantir direitos, especialmente de filhos de imigrantes indocumentados nascidos nos EUA. Além disso, o debate também deve passar pelo Congresso americano.

Magnotta citou o senador Marco Rubio como uma figura potencialmente importante nesse contexto.

Apesar de sua postura geralmente dura em relação à América Latina, Rubio tem histórico de apoio a reformas migratórias e pode ser um aliado em potencial para negociações sobre o tema.

Mudança na terminologia oficial

A analista também comentou sobre a recente mudança na terminologia oficial do governo americano, que voltou a usar o termo “alien” (estrangeiro) em vez de “imigrante” em alguns casos.

“As palavras têm poder. E elas significam coisas, elas traduzem visões de mundo”, observou Magnotta, destacando que essa alteração reflete uma mudança na postura política em relação aos imigrantes.

Ela explicou que o termo “indocumentado” é preferido por organizações internacionais e de direitos humanos, em vez de “ilegal”, por ser considerado menos degradante para pessoas que muitas vezes não têm recursos ou informações para regularizar sua situação.

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