Uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo, a incidência de infarto vem aumentando. O ataque cardíaco acontece quando as placas de gordura depositadas nas artérias se rompem, formando coágulos que entopem o caminho e ou soltam substâncias inflamatórias e evitam que o sangue chegue ao coração. Sem o oxigênio que é transportado pelas hemácias, o tecido cardíaco morre e o órgão para de funcionar.
Os principais fatores de risco são colesterol alto, hipertensão arterial, tabagismo, diabetes e sedentarismo. “É uma lista conhecida há décadas. As pessoas sabem, mas não se cuidam. Um dado interessante é que entre todos os pacientes diagnosticados com hipertensão no Brasil, só 30% seguem o tratamento”, explicou o cardiologista Roberto Kalil, do Hospital Sírio Libanês, em entrevista ao Boletim Metrópoles.
O médico aponta ainda que os casos de infarto têm aumentado, inclusive, entre jovens — principalmente por conta do cigarro eletrônico. Segundo ele, a nicotina aumenta o espasmo das veias, machuca as artérias e facilita o depósito de placas de gordura.
“Felizmente, o cigarro eletrônico é proibido no país, mas se vê o aumento do consumo entre a população jovem. O nível de nicotina nesses produtos pode ser muito maior do que no cigarro tradicional, aumentando, sim, o risco de infarto”, alerta Kalil.
O consumo de álcool, principalmente em grandes quantidades e frequência, também pode aumentar as chances de ter um ataque cardíaco. O cardiologista explica a bebida causa um enfraquecimento do músculo do coração e aumento da pressão arterial. “Vários estudos recentes mostram que não existe isso de beber moderadamente. Qualquer quantidade faz mal”, afirma.
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Fonte: Metrópoles


















