Audiência nos EUA pode impulsionar sanções contra Moraes após denúncia de perseguição

Uma audiência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos EUA, marcada para esta terça-feira (24/6), discutirá a repressão de opositores por governos estrangeiros fora de suas fronteiras. Aliados de Jair Bolsonaro (PL) veem o encontro como uma chance de impulsionar sanções contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto o foco da Casa Branca está voltado para o conflito Irã-Israel.

O jornalista Paulo Figueiredo, crítico de Moraes e denunciado pela Procuradoria Geral da União (PGR), foi convocado para participar da audiência e afirmou que irá denunciar “a perseguição sistemática de brasileiros em solo americano através de ordens extraterritoriais”. Segundo o Departamento de Estado, tal repressão transnacional envolve táticas contra opositores por governos estrangeiros, incluindo jornalistas e comunidades exiladas.

Veja as fotos

Foto: Evarista Sa/AFP
Alexandre de MoraesFoto: Evarista Sa/AFP
Reprodução: TV Justiça
Alexandre de Moraes, ministro do STFReprodução: TV Justiça
Reprodução: YouTube/TV Justiça
Alexandre de Moraes foi o relatorReprodução: YouTube/TV Justiça

O nome de Moraes não aparece na agenda oficial, enquanto Figueiredo é descrito como jornalista investigativo. Ele pretende citar como perseguidos políticos Eduardo Bolsonaro (PL), Carla Zambelli (PL), Allan dos Santos, Rodrigo Constantino e Filipe Martins. Também mencionará Elon Musk, cuja rede social X foi suspensa no Brasil por decisão do ministro em 2024.

Para aliados de Bolsonaro, a participação de Figueiredo pode reforçar politicamente um pedido de sanções com base na Lei Magnitsky Global, que pune autoridades estrangeiras por violações de direitos humanos. Se aplicada, a lei colocaria Moraes na lista da Ofac, bloqueando transações com empresas americanas, acesso a bancos e possivelmente companhias aéreas, o que é comparado a uma “pena de morte financeira”.

A convocação de Figueiredo, segundo esses aliados, sugere que as resistências nos bastidores à crítica pública contra a Suprema Corte brasileira estão diminuindo. A Comissão é presidida por James McGovern, que já havia vetado a presença de Figueiredo, e tem como vice Chris Smith, autor de outra proposta contra Moraes.

Figueiredo, que também tem cidadania americana, foi denunciado por crimes relacionados ao 8 de janeiro e teve seus perfis suspensos e passaporte cancelado por ordem do STF.

A Lei Magnitsky é considerada a principal via para pressionar por sanções inéditas contra o ministro, mas aliados de Trump e Bolsonaro atuam em frentes diversas. Em maio, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que os EUA restringiram vistos de autoridades envolvidas em “censura flagrante”, sem citar o Brasil diretamente.

Rubio também defende que quem censura americanos “não deveria ter o privilégio de viajar” aos EUA. Moraes poderia ser o primeiro brasileiro a ser enquadrado nessas medidas.

Em fevereiro, o Comitê Judiciário da Câmara aprovou o projeto “No Censors on our Shores Act”, que torna “inadmissíveis” agentes estrangeiros que censuram cidadãos americanos, podendo até ser deportados. A proposta foi apresentada após a suspensão do X no Brasil e ainda aguarda votação no plenário da Câmara, onde os republicanos têm exatamente os 218 votos necessários para aprová-la.



Fonte: Portal LEODIAS

Atlético de Madrid x Alavés: horário e onde assistir ao jogo da LaLiga

O Atlético de Madrid recebe o Alavés neste domingo (18), às 12h15 (de Brasília), em partida válida pela 20ª rodada do Campeonato Espanhol. O...

Eleitores em Portugal vão às urnas para escolher novo presidente

Neste domingo (18), os portugueses vão às urnas para escolher um novo presidente. Segundo as pesquisas mais recentes, a liderança na preferência de votos...

Número de eleitores aptos a votar aumentou em 1,09 milhão em 2025

O número de eleitores brasileiros aumentou ao longo de 2025. Segundo dados da página de estatísticas eleitorais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), os eleitores...