TCU indica rombo de R$ 2,7 bilhões após falha em registros de óbitos

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou o pagamento de R$ 2,7 bilhões a falecidos entre 2016 a 2024. As falhas foram identificadas no registro de óbitos do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). A conclusão está em auditoria sobre a base de dados do Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (Sirc), aprovada pelo plenário da Corte.

Cerca de 91% do valor corresponde a benefícios previdenciários. O total abrange pagamentos de salários e pensões de servidores ativos, aposentados e pensionistas, além de benefícios sociais e trabalhistas, como o Bolsa Família. O TCU também estima que, caso todo o universo de registros de óbitos ausentes fosse auditado, os pagamentos indevidos poderiam ultrapassar R$ 4,4 bilhões.

Leia também

O texto aponta falhas na qualidade do sistema com relação aos registros de óbitos, o que permitiu os pagamentos indevidos. De acordo com o relatório, 13,1 milhões de óbitos não foram registrados na plataforma.

“Foram identificados 13,1 milhões de registros de óbitos faltantes no Sirc, compreendendo 12,7 milhões no legado [registros de óbitos antigos, realizados entre 1976 e 2015, que deveriam ter sido inseridos na base eletrônica do sistema] e 344 mil após a criação do Sirc”, aponta o relatório.

Além dos registros ausentes, o relatório também identificou falhas na qualidade dos dados já presentes no Sirc, como 34.454 registros sem a data de óbito preenchida e 84.445 registros com datas divergentes em relação ao Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Embora essas inconsistências não estejam incluídas no cálculo dos R$ 2,7 bilhões, elas também representam risco elevado de pagamentos indevidos, especialmente quando há diferença superior a 30 dias entre as datas, o que pode impactar o momento de cessação de benefícios.

O voto do relator, ministro Jorge Oliveira, recomenda a ampliação da atuação corretiva para todas as unidades de registro civil que apresentem atraso no envio de dados, com o estabelecimento de metas regionais para reduzir o tempo médio de repasse de registros ao Sirc.

“Também, nesse caso, entendo mais adequado que o Tribunal determine a adoção da providência mencionada para mitigar o risco de pagamentos indevidos de benefícios em razão do atraso no envio dos dados ao Sirc”, diz Oliveira, segundo o documento.

O relatório afirma, ainda, que o INSS informou que tem promovido uma série de ações de acompanhamento e apoio aos cartórios e às corregedorias, incluindo visitas técnicas para correção de inconsistências, supervisões e orientações técnicas, visitas às corregedorias de justiça estaduais, desenvolvimento de projeto para redução do tempo de envio de dados ao Sirc, melhorias no sistema Sirc Web e criação de painel analítico para consulta das corregedorias.



Fonte: Metrópoles

Nissan X-Trail híbrido será lançado no Brasil em 2026

O ano de 2026 vai marcar o fim de uma novela na Nissan: após anos de expectativa, estudos e testes com protótipos rodando em...

Trump diz que Irã pode ser “atingido com muita força” em meio a protestos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou o Irã no domingo (4) sobre uma forte resposta caso as forças de segurança intensifiquem a...

Estações de tratamento de água são afetadas após chuvas na Baixada Santista

Após as chuvas intensas que atingiram a Baixada Santista na madrugada deste domingo (4), os serviços de captação e tratamento de água das ETAs...