Nove estrangeiros em 2026, cinco em 2030. Esse será o caminho da cota gringa no Brasileirão, conforme proposta aprovada pela CBF, clubes e federações nessa segunda-feira (21/9). A redução será gradual, mas o modelo brasileiro está longe de ser único: as principais ligas do mundo adotam regras que variam entre limites por elenco, por partida e até ausência de limites.
A redução começa na próxima temporada. O limite será de oito estrangeiros em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco a partir de 2030. A mudança faz parte de um pacote aprovado pelos clubes das Séries A e B e pelas federações.
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DUESSELDORF, GERMANY – SEPTEMBER 21: Fortuna Düsseldorf fans before the Second Bundesliga match between Fortuna Düsseldorf and 1. FC Köln at Merkur Spiel-Arena on September 21, 2024 in Duesseldorf, Germany. (Photo by Leon Kuegeler/Getty Images)
Leon Kuegeler/Getty Images4 de 4Reprodução/Instagram/Juventus
Fora do Brasil, não há um padrão único. Segundo levantamento do Metrópoles, algumas competições controlam a quantidade de estrangeiros no elenco, outras limitam quem pode entrar em campo e há campeonatos sem uma cota específica.
Regras ao redor do mundo
América do Sul
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do Metrópoles
- Argentina — Primera División: até 6 estrangeiros inscritos, com no máximo 5 relacionados por partida.
- Bolívia — División Profesional: até 6 estrangeiros habilitados por clube.
- Chile — Primera División: até 6 estrangeiros inscritos, com 5 em campo simultaneamente.
- Colômbia — Primera A: até 4 estrangeiros, sendo 3 em campo ao mesmo tempo.
- Equador — LigaPro Serie A: até 8 estrangeiros no elenco.
- Paraguai — Primera División: não há limite de estrangeiros inscritos, mas apenas 4 podem atuar simultaneamente.
- Peru — Liga 1: até 7 estrangeiros inscritos, e os 7 podem jogar juntos.
- Uruguai — Primera División: até 6 estrangeiros registrados, com 5 em campo.
- Venezuela — Liga FUTVE: até 6 estrangeiros inscritos, sem regras para número de titulares.
América do Norte
- México — Liga MX: até 9 estrangeiros inscritos. Oito podem ser relacionados e 7 atuar simultaneamente.
- EUA — MLS: o sistema é baseado em vagas para jogadores internacionais, com média de 8 por clube. As vagas podem ser negociadas entre as equipes. Atletas com Green Card ou cidadania americana não ocupam essas vagas.
- Canadá — Canadian Premier League: até 7 estrangeiros no elenco, com 5 entre os titulares.
Europa
- Inglaterra — Premier League: não há limite direto para estrangeiros. Os elencos de 25 jogadores precisam ter pelo menos 8 atletas formados no país.
- Espanha — La Liga: até 3 jogadores de fora da União Europeia por clube.
- Itália — Serie A: não há limite geral para estrangeiros, mas existem cotas específicas para jogadores de fora da União Europeia. Os clubes também precisam ter 8 atletas formados na Itália entre os 25 do elenco, sendo 4 das categorias de base do próprio clube.
- Alemanha — Bundesliga: não há cota direta para estrangeiros. Os clubes precisam ter pelo menos 12 jogadores alemães e 8 formados no país, sendo 4 da própria base.
- França — Ligue 1: até 4 jogadores de fora da União Europeia, com exceções para atletas de países abrangidos pelo Acordo de Cotonou.
- Países Baixos — Eredivisie: não há limite para estrangeiros.
- Portugal — Primeira Liga: não há limite direto, mas os clubes precisam ter pelo menos 8 jogadores formados localmente. O número sobe para 10 quando há equipe B.
- Turquia — Süper Lig: até 14 estrangeiros no elenco principal. Há ainda exigências para jovens estrangeiros, jogadores locais e goleiros.
- Bélgica — Belgian Pro League: sem limite de estrangeiros, mas pelo menos 6 jogadores formados no país precisam ser relacionados por partida.
- Rússia — Premier League: até 10 estrangeiros inscritos, com 8 em campo. Jogadores de Belarus, Cazaquistão, Armênia e Quirguistão não entram na cota.
África
- Egito — Egyptian Premier League: até 6 estrangeiros relacionados, com 5 em campo. Goleiros estrangeiros são proibidos.
- África do Sul — Betway Premiership: máximo de 5 estrangeiros por elenco.
- Marrocos — Botola Pro: até 5 estrangeiros inscritos, com 3 em campo simultaneamente.
- Argélia — Ligue 1: até 4 estrangeiros. Eles precisam ter menos de 30 anos e pelo menos 5 partidas pela seleção principal nos três anos anteriores.
Ásia
- Arábia Saudita — Saudi Pro League: até 10 estrangeiros, com 8 em campo.
- Japão — J1 League: não há limite de inscrição, mas até 5 estrangeiros podem ser relacionados por partida.
- Coreia do Sul — K League 1: sem limite de inscrição, com até 5 estrangeiros em campo.
- China — Chinese Super League: até 5 estrangeiros inscritos, com 4 em campo simultaneamente.
Oceania
- Austrália — A-League Men: máximo de 5 estrangeiros por equipe.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Metrópoles.
