A caneta esferográfica é um objeto indispensável no cotidiano das pessoas. Além de ser facilmente encontrada, possui um preço acessível e pode ser adquirida por cerca de R$ 3. No entanto, nem sempre foi assim. Há mais de 80 anos, essa inovação ainda não havia se popularizado no mercado mundial, chegando a custar cerca de US$ 12,50 (R$ 67 na cotação atual).
A ideia inicial de fazer um reservatório embutido no tubo da caneta veio do jornalista húngaro László Biró e do seu irmão, o químico György. De acordo com a Enciclopédia Britannica, em 1938, cansado da necessidade constante de reabastecer canetas-tinteiro e de lidar com a tinta borrada, László patenteou o design inovador, permitindo que a ponta rolasse livremente no papel, sendo revestida da tinta proveniente do reservatório.
Alguns anos depois, em 1944, a caneta dos irmãos Bíró, conhecida como Birome, conquistou espaço na Argentina. Durante uma visita ao país, o empresário americano Milton Reynolds se deparou com o instrumento e, ao retornar aos EUA, decidiu criar sua própria versão.
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Apesar do preço elevado, a novidade reuniu milhares de pessoas na Gimbels, loja de departamento em Nova York, e vendeu 30 mil unidades na primeira semana.
Por ser a primeira versão vendida em grande escala, alguns modelos vazavam tinta e às vezes não gravavam, mas os projetos subsequentes corrigiram essas falhas e, eventualmente, opções mais baratas ficaram disponíveis.
Em 1947, três anos depois, o preço das canetas foi reduzido, chegando a US$ 1,69, à medida que mais modelos eram produzidos e as lojas continuavam a ficar sem estoque do produto.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por Giovanna Csiszar.
