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A poucos dias das eleições, o Judiciário brasileiro tornou-se palco de um intenso embate institucional. Segundo a analista de política Clarissa Oliveira, a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida colocou em evidência a tensão já existente entre o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral.
“O que está ocorrendo nos bastidores do Supremo é uma disputa, um embate pavimentado pela ida às urnas, pavimentado por interesses político-eleitorais“, afirmou a analista durante o Live CNN desta quarta-feira (30).
A articulação em torno de uma saída negociada entre o presidente do STF, ministro Edson Fachin, e o presidente do TSE, o ministro Nunes Marques, revelou que o comando do Judiciário buscou evitar um agravamento ainda maior da crise.
Segundo a analista, se não fosse o contexto eleitoral, não haveria concordância entre as cúpulas dos tribunais de que a competência para analisar o caso caberia ao TSE. “Fica no ar essa ideia de que era indispensável o comando do nosso Judiciário encontrar uma solução para essa crise”, destacou Clarissa.
Fake news e liberdade de expressão
A analista também apontou uma contradição no comportamento de determinados campos políticos diante do debate sobre desinformação.
“Faltou vontade política até agora para discutir o peso, o problema e a gravidade que é a disseminação de desinformação”, disse.
Clarissa ressaltou que o mesmo campo que sempre defendeu a liberdade de expressão passou a adotar um movimento contrário. “Isso prova que o que está pautando esse embate é a eleição, e não a posição do nosso Judiciário sobre combater fake news.”
No que se refere à campanha de Flávio Bolsonaro (PL), a analista observou que o candidato estaria sofrendo prejuízos em razão da disseminação de informações falsas.
No entanto, Clarissa ponderou que o combate à desinformação nunca foi uma bandeira consolidada do bolsonarismo. “O centro do discurso bolsonarista é a liberdade de expressão, uma liberdade maior nas redes sociais, não condiz com o que está sendo debatido nesse momento.”
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.TópicosSTF (Supremo Tribunal Federal)TSE (Tribunal Superior Eleitoral)
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por afonsobenites.
