Olhando em retrospecto, a âncora do Hora H e analista do WW, Thais Herédia, vê uma maior intensidade no fluxo de notícias falsas que rodam nestas eleições de 2026.
Para Thais, o caso da fake news sobre o candidato Flávio Bolsonaro (PL), acusado de ter intenções de remover Nossa Senhora de Aparecida como padroeira do Brasil, é um exemplo “bastante simbólico […] de que a verdade não importa mais”.
“Não sei dizer se o Flávio disse ou não disse se é fake news ou se não é, o assunto já virou um mote de campanha [adversária]”, destacou a analista durante a sexta edição do WW Talks, realizada nesta terça-feira (13).
“Hoje, […] a fake news chega de manhã, à noite ela já foi desmentida, ela já foi derrubada, ela já foi retirada. A velocidade mudou esse fluxo. É claro que a velocidade muda o fluxo, há uma intervenção maior, a fake news fica pouco tempo, mas, portanto, a intensidade pode fazer diferença”, ponderou.
Thais relembrou da campanha de 2014, quando a então candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) promoveu propaganda associando a proposta de autonomia do Banco Central apresentada por Marina Silva à impossibilidade de as famílias conseguirem colocar comida no prato.
Na comparação, apontou como era muito mais difícil de se combater uma inverdade à época.
“A propaganda que ia para o programa de televisão, à noite, no dia seguinte repetia. Até que aquilo fosse questionado se era fake news ou não, aquilo já tinha se espalhado.”
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por joaonakamura.
