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Aos 53 anos, homem vive em árvores há mais de uma década construindo abrigos com paletes e cobertores

Aos 53 anos, homem vive em árvores há mais de uma década construindo abrigos com paletes e cobertores

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Uma estrutura improvisada entre os galhos de uma árvore serve de moradia para Mauro Dreger da Silva, 53, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Localizado às margens do Córrego Segredo, o abrigo é utilizado principalmente durante a noite. Essa não é a primeira vez que ele vive nessas condições, já que também ocupou outras árvores da cidade.

Atualmente, Mauro vive em uma árvore na Avenida Presidente Ernesto Geisel, próximo à Avenida Mascarenhas de Moraes. Durante o dia, trabalha com coleta de materiais recicláveis e serviços temporários para garantir o próprio sustento. Apesar das dificuldades de viver em uma estrutura exposta às condições climáticas, afirma que prefere permanecer no local.

Quando Mauro começou a viver em árvores?

Natural de São Paulo, Mauro se mudou para Campo Grande com os pais há aproximadamente 40 anos. Viveu por cerca de três décadas na mesma região da capital sul-mato-grossense, mas enfrentou dificuldades pessoais e acabou ficando sem moradia.

Em 2015, uma reportagem do Campo Grande News registrou que ele já vivia havia três anos em uma árvore na região central da cidade. Na ocasião, contou que anteriormente havia morado em uma pequena casa de madeira, demolida após a desapropriação do terreno pela prefeitura.

Mauro também viveu em uma árvore nas proximidades da Orla Morena, de onde, segundo ele, saiu há cerca de quatro anos. Depois, encontrou o espaço onde permanece atualmente, às margens do Córrego Segredo.

Após a morte dos pais, ficou sem familiares em Campo Grande, enquanto seus demais parentes vivem em São Paulo.

Como é a rotina no abrigo improvisado?

A estrutura foi montada entre os troncos, com paletes de madeira, cobertores e pedaços de tecido. O espaço, próximo ao Córrego Segredo, é utilizado principalmente para dormir, enquanto boa parte do dia é dedicada à coleta de materiais recicláveis e a serviços ocasionais.

Durante tempestades, costuma procurar a casa de um amigo nas proximidades, onde permanece até a melhora do tempo. Apesar da exposição à chuva e ao vento, afirma estar acostumado às condições do local.

Conhecido pelos moradores da região, também diz manter uma boa relação com a vizinhança. Mesmo sem as condições de uma residência convencional, prefere continuar na árvore e, por enquanto, não demonstra intenção de se mudar.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por alessandrasilva.

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