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Cacau fecha em alta de 2% com baixa na oferta da Costa do Marfim

Cacau fecha em alta de 2% com baixa na oferta da Costa do Marfim

Os contratos futuros do cacau fecharam em alta pelo segundo pregão consecutivo nesta terça-feira (20), impulsionados por sinais de redução da oferta na Costa do Marfim, principal produtor mundial da commodity.

O contrato para entrega em dezembro avançou 2%, encerrando a sessão negociado a US$ 5.801 por tonelada.

Segundo a Barchart, a valorização ocorreu em meio à redução no volume de cacau entregue aos portos marfinenses no início da atual temporada de comercialização. Dados divulgados pelo governo da Costa do Marfim na segunda-feira (19) mostram que os produtores entregaram 78.212 toneladas entre os dias 1º e 18 de outubro.

O volume representa uma queda de 41% em relação às 133.209 toneladas registradas no mesmo período do ano passado. A redução nas entregas reforça as preocupações com a disponibilidade da matéria-prima no mercado internacional e contribui para sustentar os preços futuros do cacau.

Café

Os preços futuros do café arábica fecharam em queda na bolsa de Nova York, pressionados por sinais de aumento da oferta global. O contrato para entrega em dezembro recuou 1,39%, encerrando o pregão cotado a US$ 3,11 por libra-peso.

Segundo a Barchart, quase 28 mil sacas de café arábica aguardam classificação na bolsa internacional, maior volume em mais de um mês. O movimento reforça a percepção de maior disponibilidade do produto no mercado. Além disso, os estoques de café robusta monitorados pela ICE atingiram na sessão anterior o maior nível em 11 meses e meio.

A queda ocorre após o arábica alcançar, na segunda-feira, a maior cotação em seis semanas. Na ocasião, os preços foram sustentados por preocupações com os possíveis impactos do fenômeno climático El Niño sobre as safras de café do Brasil e do Vietnã em 2027.

Na sexta-feira (16), o Ministério da Agricultura do Vietnã informou que o Planalto Central, principal região produtora de café do país, poderá enfrentar uma seca associada ao El Niño ainda neste ano e no início de 2027. O risco climático mantém as preocupações com a produção futura, embora os sinais de maior oferta no curto prazo tenham pressionado as cotações nesta terça-feira.

Açúcar

Os contratos futuros do açúcar fecharam em queda nesta sessão na bolsa de Nova York, apesar de terem se recuperado das mínimas da sessão. O vencimento para entrega em março recuou 0,24%, encerrando o pregão cotado a 20,52 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, a recuperação das cotações ao longo do dia foi impulsionada pelo aumento das posições vendidas, após a consultoria Green Pool Commodity Specialists elevar sua estimativa de déficit global de açúcar na safra 2026/27 para 6,3 milhões de toneladas, ante a projeção anterior de 3,2 milhões de toneladas. Se confirmado, o déficit será o maior em quatro anos.

A revisão considera os possíveis impactos do fenômeno climático El Niño sobre a produção brasileira e uma temporada de monções mais fraca na Índia, fatores que podem limitar a oferta global da commodity.

Apesar da recuperação durante o pregão, os preços permaneceram pressionados pela perspectiva de aumento da disponibilidade de açúcar na Índia. Na segunda-feira (19), o governo indiano determinou que as distribuidoras estatais de combustíveis interrompam, a partir de 1º de novembro, as compras de etanol produzido a partir da cana-de-açúcar.

A medida pode direcionar uma parcela maior da matéria-prima para a fabricação de açúcar, ampliando a oferta do produto no mercado e pressionando as cotações internacionais.

Algodão

Os contratos futuros do algodão fecharam em alta na bolsa de Nova York, em que o vencimento para entrega em dezembro avançou 0,94%, encerrando o pregão cotado a 80,88 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, a valorização ocorreu em um cenário de alta do petróleo bruto, que avançou US$ 0,32 por barril durante a sessão, e de recuo do índice do dólar americano em 0,216 ponto. Esses movimentos podem favorecer as cotações das commodities agrícolas negociadas internacionalmente.

Outro fator no radar do mercado foi o anúncio feito pela Casa Branca no fim da segunda-feira (19) de um programa de assistência financeira de US$ 8 bilhões para produtores rurais nos Estados Unidos. O auxílio tem como objetivo ajudar a cobrir os custos com combustíveis durante o período de colheita, diante dos preços elevados.

A medida busca aliviar a pressão sobre os custos de produção dos agricultores americanos em um momento de despesas elevadas com energia e operações no campo.

Suco de laranja

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do suco de laranja para entrega em janeiro finalizou o dia com valorização de 0,74% e precificado em US$ 1,49 por libra-peso.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por andressasimao.

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