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Caneta emagrecedora: 60,7% buscam reduzir porções em restaurantes

Caneta emagrecedora: 60,7% buscam reduzir porções em restaurantes

Um estudo apontou que 60,7% dos usuários de canetas emagrecedoras (GLP-1) procuram por porções menores em restaurantes ou aplicativos de delivery. Enquanto 70,4% afirmam que as mudanças na própria alimentação também impactaram os hábitos de consumo de outras pessoas da família. 

A análise “Economia na Ponta da Caneta”, realizada pelo PiniOn, empresa de pesquisa especializada em dados competitivos e comportamentais, que mapeia como o uso do medicamento está alterando decisões de consumo em diferentes setores da economia, destaca que o uso do medicamento já apresenta um impacto direto em setores que vão além da saúde, como na economia e costumes familiares. 

Levantamento exclusivo para CNN Brasil mostra que o varejo farmacêutico também é diretamente impactado, visto que o uso das canetas cria oportunidades de fidelização que vão além da venda do próprio medicamento. Assim, cerca de 33,2% dos pacientes apontam que um programa de cashback na compra de canetas e medicamentos tende a incentivar a concentrar as compras em uma única rede de farmácia.  

“O dado mostra que o GLP-1 altera o padrão de consumo daqueles ao redor de quem usa como nas proteínas e suplementos, passando por doces e snacks. Isso amplia o raio de influência do fenômeno e cria um desafio, e uma oportunidade, para marcas de alimentação, farmácias e varejo, que agora precisam pensar em famílias inteiras em transição de hábito, não apenas no usuário direto do medicamento”, afirma Matheus Magnus, Head de Negócios do PiniOn. 

O estudo ainda analisou a previsão de consumo desses usuários para os próximos meses, nos quesitos: saúde e bem-estar.  

O contexto de alimentação saudável lidera as pesquisas, citada por 44,8% dos entrevistados, seguida por atividades físicas, academia ou esportes, sendo apontadas por 37,5%, e suplementos alimentares e vitaminas, sendo destacados por 21,9%.  

Já os tratamentos médicos e aplicativos ou plataformas digitais de saúde ficam com 23,7% e 21,7%, respectivamente.  

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram as respostas de 2.372 brasileiros, com uma metodologia proprietária aplicada desde o desenho do questionário até a entrega do insight. 

*Sob supervisão de Thiago Félix


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por anaclaracampos.

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