O SERINGAL

Clima de tensão e “fogo amigo” crescem nos bastidores do time de Lula

Lula diz que conflito com EUA é causado pelo “segundo escalão” de Trump

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A reta final da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição tem sido marcada por forte tensão nos bastidores e pelo crescimento do chamado “fogo amigo” entre aliados.

Segundo apuração da analista de política Clarissa Oliveira, a tendência de alta de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas tem alimentado disputas internas na campanha petista e intensificado as críticas entre diferentes alas.

“É um cenário extremamente preocupante para o presidente Lula, totalmente diferente do que se projetava. Havia uma expectativa de que Lula chegasse a essa etapa da disputa com uma vantagem maior em relação a Flávio Bolsonaro”, afirmou Clarissa durante o Live CNN desta sexta-feira (18).

Insatisfação com a comunicação

Existe uma reação muito forte dentro do PT à condução que está sendo feita da campanha, principalmente na área de marketing. “Há setores da campanha que estão procurando culpados”, destacou Clarissa.

Segundo a analista, há insatisfação em setores do partido com a gestão da comunicação social do governo nas mãos de Sidônio Palmeira. O ministro, indiretamente, coordena grande parte da comunicação da campanha, tendo alocado Raul Rabelo, figura de sua confiança, para atuar no processo.

Entre as críticas específicas, está a percepção de que a campanha dedicou tempo excessivo a discussões sobre Donald Trump, em vez de dialogar de forma mais direta com seu próprio eleitorado.

A avaliação interna, de acordo com Clarissa, é de que faltou uma estratégia capaz de motivar o eleitor mais pobre a permanecer fiel a Lula e, ao mesmo tempo, atrair novos apoiadores dentro dessa mesma faixa do eleitorado.

“Está faltando criar fatos que contribuam para que as próprias pessoas possam puxar mais votos para o presidente Lula”, afirmou a analista.

Virada de estratégia eleitoral

Diante desse cenário, uma mudança de estratégia passou a ser adotada. O reajuste do Bolsa Família é apontado como um primeiro passo dessa virada, com o objetivo de demonstrar maior atenção à realidade concreta dos eleitores.

Outro exemplo citado foi a proposta levantada pelo próprio Lula nesta semana de garantir, pelo SUS, o fornecimento das chamadas “canetas emagrecedoras“.

Embora não tenha feito um anúncio formal nem uma promessa concreta, Lula afirmou textualmente que, em seu governo, o produto seria oferecido pelo sistema público de saúde. “É uma medida que já vinha sendo idealizada dentro da gestão, mas que não havia avançado até então”, lembrou Clarissa.

A analista observou que o ambiente de tensão também é agravado pela postura da campanha adversária, que adota um tom agressivo ao apontar problemas na gestão petista e explorar fragilidades junto ao eleitor mais pobre.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.TópicosLuiz Inácio Lula da Silva


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por afonsobenites.

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