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Conheça o Montevideo City Torque, rival do Atlético-MG na Sul-Americana

Conheça o Montevideo City Torque, rival do Atlético-MG na Sul-Americana

O Atlético-MG enfrentará um rival pouco conhecido na semifinal da Copa Sul-Americana. Trata-se do Montevideo City Torque, estreante nessa fase da competição continental, que promete fazer barulho com altos investimentos.

Diante do pouco conhecimento sobre o adversário, a CNN Brasil preparou um perfil do Montevideo City Torque, um clube com pouco tempo de existência e que mudou de nome por conta dos investidores.

Fundação e venda para o Grupo City

O Montevideo City Torque é um dos clubes de fundação mais recente do futebol uruguaio. Tudo começou em 2007, quando o empresário Raúl Reynoso tirou o sonho de uma equipe competitiva do papel.

Como todas as novas equipes do país, o Club Atlético Torque, como ainda era conhecido à época, começou na terceira e última divisão amadora do futebol uruguaio. Logo na primeira temporada, emplacaram série de 11 jogos sem perder e subiram para a segundona.

A ascensão veio mesmo com derrota no playoff, já que o Oriental, detentor da vaga, preferiu permanecer na terceira divisão amadora. Na “Série B”, nunca terminou em posição inferior ao quinto lugar até subir de vez para a divisão profissional, em 2013.

Antes disso, se fundiu com o Huracán — não o argentino, mas o uruguaio, claro —, da mesma divisão, e se tornou o Huracán Torque. O Torque, então, iniciou sua saga para tentar subir de vez para a elite do futebol uruguaio e contou com um empurrãozinho dos sheiks.

Em abril de 2017, o Torque se tornou oficialmente um dos clubes que fazem parte do Grupo City. O conglomerado do Abu Dhabi United Group, que também é dono do Manchester City e do Bahia, tinha como objetivo tornar o Torque uma potência na formação de atletas na América do Sul.

Logo no primeiro ano, liderado pelo técnico Paulo Pezzolano, conhecido no futebol brasileiro, ganhou a segunda divisão profissional e finalmente chegou na elite do futebol uruguaio. Porém, caiu em 2018 por conta de uma série de resultados ruins. Conseguiu voltar em 2019 e ocupa um lugar na “Série A” desde então.

Em 2020, mudou de nome, escudo e uniformes, todos com uma identidade visual mais parecida com o Grupo City. Também reformou seu estádio e o complexo do Centro de Treinamento.

Como joga o Montevideo City Torque?

O Atlético-MG terá pela frente uma equipe que chega às semifinais embalada pela confiança, com um jogador de referência no ataque a atravessar uma excelente fase e com provas dadas na capacidade de ajustar a sua estratégia às características de cada adversário.

Sob o comando de Marcelo Méndez, o City Torque aposta num esquema tático 4-3-3, baseado na pressão, na saída de bola desde a defesa e nas investidas pelos flancos. No entanto, o treinador uruguaio já demonstrou saber adaptar a equipe a cenários mais defensivos sempre que as circunstâncias da partida o exigem.

Outro ponto forte do conjunto uruguaio é a capacidade de manter a organização mesmo quando precisa recuperar uma desvantagem no marcador. Essa característica ficou evidente na eliminatória contra o Cienciano, quando conseguiu avançar após perder por 2-0 no jogo de ida, e também diante do Tigre, derrotado nas duas partidas dos oitavos de final.

É com esse percurso que o City Torque se prepara para enfrentar o clube de Belo Horizonte: viver a melhor campanha internacional da sua história e determinado a prolongar uma trajetória que fez da Copa Sul-Americana a principal aposta da temporada.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por leonardocosta.

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