Presente no debate da TV Bandeirantes entre os candidatos à Presidência da República neste segundo turno, Deltan Dallagnol (Novo), senador eleito pelo Paraná, estava vestindo uma camiseta com a frase: “Eu prendi o Lula, STF soltou”.
A estampa continha também uma foto do Power Point utilizado por ele em 2016, quando ainda era procurador, para acusar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do triplex do Guarujá.
À época, o ex-procurador foi condenado a pagar R$ 146 mil de indenização ao presidente por incluir seu nome como chefe de uma organização criminosa no mesmo Power Point que usou estampado durante o debate da Band.
Em uma foto em rede social, Dallagnol aparece vestindo a blusa ao lado do governador eleito no Paraná, Sérgio Moro (PL), ex-juíz que determinou a prisão de Lula em abril de 2018, no âmbito da Operação Lava Jato.
De acordo com pessoas próximas aos dois, o intuito era “relembrar ao Lula quem foi que o prendeu”.
Dallagnol e Moro estavam sentados na primeira fileira de convidados do candidato Flávio Bolsonaro (PL) dentro do estúdio onde ocorreu o debate promovido pela Band.
Ao lado deles estavam também o deputado reeleito em Belo Horizonte, Nikolas Ferreira (PL), o governador reeleito em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e os senadores eleitos em São Paulo Guilherme Derrite e André do Prado.
O presidente Lula veio acompanhado de seu ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), da deputada reeleita Tabata Amaral (PSB), além das ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva.
Relembre o caso do Power Point de Deltan Dallagnol
A apresentação do Power Point foi feita em 2016, em entrevista coletiva pela então força-tarefa da Operação Lava Jato. Na oportunidade, Dallagnol apresentou alguns slides em que explicariam o teor da primeira denúncia contra Lula, envolvendo o triplex no Guarujá (SP).
Em março de 2022, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou Dallagnol a indenizar Lula por conta da denúncia feita pela Lava jato contra o petista. Por 4 votos a 1, os ministros consideraram que ficou caracterizado o dano moral por parte do ex-procurador da República contra o presidente.
Posteriormente, Deltan Dallagnol foi obrigado pela Justiça a realizar o pagamento de R$ 146 mil em indenização ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, obedecendo à condenação por danos morais pela apresentação do PowerPoint que apresentava o então ex-presidente como centro da suposta organização criminosa investigada pela força-tarefa.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por joaoker.
