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Disputa presidencial tem grandes chances de 2° turno, avalia especialista

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Uma nova pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada nesta quinta-feira (1º), aponta que, em simulação de segundo turno para as eleições presidenciais, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) soma 45% das intenções de voto, contra 46% de Flávio Bolsonaro (PL).

Ao CNN Novo Dia, Bruno Soller, analista e sócio do Real Time Big Data, avaliou que há aproximadamente 95% de chance de a disputa ir para um segundo turno. Soller destacou que, em relação à semana anterior, houve um encurtamento da distância entre os dois principais candidatos no primeiro turno.

Segundo ele, o cenário aponta para uma eleição marcada por um desejo de mudança por parte do eleitorado. “O que a gente está conseguindo captar é que o clima no país é mais de mudança do que de continuidade”, afirmou.

Terceira via e o caminho para o segundo turno

Um dos fatores que praticamente confirma o segundo turno, segundo Soller, é a distribuição dos votos entre os candidatos fora da polarização principal. “A soma dos candidatos de dita terceira via soma 13 pontos percentuais, quando a distância entre Lula e Flávio é só de 4 pontos percentuais”, explicou.

Para que não houvesse segundo turno, seria necessária uma grande migração desses votos para um único polo, movimento que a pesquisa não capta.

O analista também traçou um perfil dos eleitores dos candidatos fora da polarização e suas tendências de migração. O eleitorado de Augusto Cury (Avante), composto majoritariamente por pessoas de até dois salários mínimos, teria maior tendência de migrar para Lula.

Já os eleitores de Ronaldo Caiado (PSD) e, principalmente, de Romeu Zema (Novo) apresentariam maior inclinação para votar em Flávio Bolsonaro no segundo turno. O eleitor de Renan Santos (Missão), por sua vez, seria o que mais tenderia a anular o voto.

Eleição marcada por letargia e descrença

Soller chamou atenção para o que classificou como uma “eleição negativa”, caracterizada por letargia e desengajamento do eleitorado. “As pessoas não estão votando com ânimo, com vontade”, disse.

Ele observou que, em um grupo de dez eleitores, apenas cinco já têm o voto definido, três estão muito inclinados a um candidato, um pode mudar e um ainda não pensou em quem vai votar.

O analista também alertou para a possibilidade de aumento da abstenção, especialmente entre jovens de 16 a 34 anos das classes mais baixas e idosos acima de 65 anos. Segundo ele, essa abstenção poderia impactar um pouco mais o desempenho de Lula.

Além disso, Soller mencionou a possibilidade de um ciclone no sul do país no fim de semana das eleições, região onde o bolsonarismo é mais forte, o que poderia também elevar a abstenção entre eleitores de Flávio Bolsonaro.

Debate e o recorte religioso

Ao comentar sobre a ausência de Lula no debate presidencial, Soller foi enfático ao criticar a situação. “Do ponto de vista da democracia, parece um absurdo a gente terminar uma eleição em primeiro turno sem que os principais candidatos à presidência da República tenham se enfrentado num debate público”, declarou.

Para ele, o marketing político tem se sobreposto ao conceito de democracia, algo que classificou como “muito ruim para o país”.

Sobre o recorte religioso do eleitorado, Soller afirmou que a polarização se mantém estável. O eleitor mais pobre, predominantemente católico e concentrado nas regiões de maior bolsão de pobreza, tende a votar em Lula.

Já o eleitor evangélico nas periferias das grandes cidades apresenta maior inclinação para Flávio Bolsonaro. Segundo o analista, eventos recentes ligados ao tema religioso pouco alteraram esse quadro.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por afonsobenites.

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