Depois de passar pelo Festival de Cannes e de Nova York, “Tigre de Papel” abriu a 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, com a presença do diretor James Gray, que, inclusive, foi quem assinou o pôster da edição.
Ambientada na Nova York de 1986, a trama acompanha irmãos da classe trabalhadora que fecham negócio com uma empresa ligada à máfia russa, desencadeando ameaças e invasões domiciliares.
Em entrevista à CNN Brasil, o cineasta norte-americano revelou que ele adaptou uma história da sua infância e da sua família em “Tigre de Papel”.
“Eu peguei grande parte da minha vida, da minha própria experiência de quando eu era criança. Os acontecimentos reais provavelmente se estenderam por cerca de um ano e meio, mas não temos todo esse tempo no filme, então busquei inspiração na minha vida, porque essa é a forma mais direta que eu posso esperar que o filme tenha uma carga emocional, que signifique algo”, disse.
O sonho americano, o submundo de Nova York, histórias de família e dilemas morais são temas recorrentes nos filmes de Gray. Ele começou a carreira na década de 1990, mas acredita que os sentimentos humanos são atemporais.
“Não creio que a vida mude tanto assim. As emoções humanas são uma constante real. Continuamos buscando o amor. Continuamos brigando por motivos bobos. As pessoas ainda querem dinheiro. As pessoas ainda podem ser extremamente gananciosas em certos momentos, mas também continuam tendo, muitas vezes, boas intenções”, refletiu.
Em “Tigre de Papel”, ele mostra justamente isso. O personagem de Miles Teller topa entrar no negócio com o irmão para mudar a vida da família. Assim como Adam Driver quer o melhor para o irmão enquanto o coloca em uma situação ambiciosa e perigosa.
“Embora o filme se passe em 1986, ele trata de emoções humanas que considero atemporais”, concluiu. “Tigre de Papel” chega aos cinemas brasileiros em 7 de janeiro.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por afonsobenites.
