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Entenda os tipos de carregadores de carros elétricos

Entenda os tipos de carregadores de carros elétricos

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A cada vez mais imponente, a mobilidade elétrica exige que os motoristas se adaptem a novos hábitos e compreendam os elementos que orbitam o funcionamento do veículo. Um dos pontos centrais dessa experiência é o sistema de carregamento de energia, que nem sempre opera da mesma forma e que depende da infraestrutura e de outros fatores.

Por isso, confira abaixo um resumo, feito pela CNN Brasil com base no guia da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), para ajudar a entender a diferença entre os tipos de carregadores e suas correntes e potências de recarga, fatores fundamentais para otimizar o uso do automóvel no dia a dia e em viagens.

Para começar, a divisão técnica de qualquer recarga está no tipo de corrente elétrica empregada: a Corrente Alternada (AC) e a Corrente Contínua (DC). A grande diferença prática entre elas não é apenas a velocidade, mas onde é feita a conversão da energia que sai da rede para entrar na bateria.

Corrente Alternada (AC): tomada da garagem, para uso diário

A energia que chega às tomadas de casas, condomínios e empresas é fornecida em corrente alternada. As baterias dos carros elétricos, no entanto, só conseguem armazenar energia em corrente contínua.

Nas recargas em AC, a transformação dessa eletricidade é feita por um componente chamado OBC (On-Board Charger), que fica instalado dentro do próprio automóvel. A velocidade de carregamento, portanto, dependerá tanto da capacidade da estação externa quanto do limite suportado por esse carregador interno do veículo.

Nessa categoria, a ABVE destaca duas soluções principais de infraestrutura:

Corrente Contínua (DC): posto de carregamento e estrada

Para quem precisa de abastecimento rápido em rodovias ou corredores urbanos de grande movimento, a solução é a recarga em corrente contínua (DC).

Neste formato, a conversão da energia não depende do carro. O próprio equipamento da estação externa faz a transformação do fluxo elétrico e injeta a energia diretamente no sistema do veículo. O processo é monitorado em tempo real pelo BMS (Battery Management System), a central eletrônica do próprio carro que cuida da saúde e da temperatura das células.

Por dispensar o limite do carregador interno do automóvel, os eletropostos DC trabalham com potências elevadas — que variam de 50 kW a 350 kW —, reduzindo o tempo de parada de várias horas para o intervalo de 20 a 40 minutos na maioria dos modelos.

O futuro

A infraestrutura de recarga não serve mais apenas para abastecer o automóvel. A evolução da tecnologia trouxe o carregamento bidirecional, capacidade que transforma a bateria do veículo em uma reserva de energia móvel capaz de alimentar outros dispositivos ou instalações.

Segundo a ABVE, essa funcionalidade desdobra-se em quatro aplicações principais:

A escolha entre um sistema AC ou DC depende da rotina de uso e da infraestrutura disponível. Enquanto os pontos residenciais em corrente alternada garantem o abastecimento rotineiro durante a noite, a rede em corrente contínua cumpre o papel estratégico de viabilizar trajetos de longa distância de forma eficiente.

TópicosAssociação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE)Carro elétrico


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por alexandremello.

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