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EUA: PIB no 2º tri é revisado para cima com gastos fortes do consumidor

EUA: PIB no 2º tri é revisado para cima com gastos fortes do consumidor

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A economia dos Estados Unidos cresceu a um ritmo sólido no segundo trimestre, impulsionada pelos gastos fortes do consumidor e pelos investimentos empresariais relacionados à implantação de infraestrutura de IA.

O PIB (Produto Interno bruto) cresceu a uma taxa anualizada de 2,2%, em dado revisado para cima em relação à estimativa anterior de 1,5%, informou o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio em sua terceira estimativa do PIB do segundo trimestre, divulgada nesta quarta-feira (30).

Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado não fosse revisado.

A economia cresceu a uma taxa de 2,5% no primeiro trimestre. Esse número foi revisado para cima em relação à taxa de 2,1% divulgada anteriormente.

O escritório revisou os dados do PIB desde 2021 para refletir informações atualizadas.

Os números de crescimento sugerem que a economia tem se mantido bem até o momento apesar dos problemas decorrentes da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, graças aos investimentos agressivos das empresas em IA e às generosas restituições de impostos decorrentes da legislação tributária do ano passado, que sustentam os gastos do consumidor.

Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da economia, cresceram a uma taxa de 3,8% no último trimestre, em dado revisado para cima em relação à taxa de 3,4% divulgada anteriormente.

Os gastos cresceram 0,7% no trimestre de janeiro a março.

Mas, mesmo com os consumidores continuando a gastar, os orçamentos das famílias estão cada vez mais sob pressão devido à inflação mais elevada, principalmente os preços da gasolina.

Apesar da ansiedade em relação à inflação, o ritmo vigoroso dos gastos do consumidor parece ter se mantido no terceiro trimestre, graças a uma alta no mercado de ações impulsionada pela inteligência artificial, bem como ao fato de as famílias estarem utilizando suas economias e poupando menos.

Os gastos das empresas com equipamentos mantiveram um crescimento de dois dígitos.

As vendas finais a compradores domésticos privados, que excluem o comércio, os estoques e os gastos do governo, aumentaram a uma taxa de 4,6% no segundo trimestre, ante 4,2% divulgado anteriormente.

Esse indicador da demanda doméstica cresceu a uma taxa de 1,8% no trimestre de janeiro a março, de 1,7% informado antes.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por mariajuliablanes.

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